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Arquivo da categoria ‘Personalidade’

Fonte : A Tarde

Colar, assento em uma cadeira e título de “imortal”. O rito realizado tantas vezes na Academia de Letras da Bahia (ALB) e que, nesta quinta-feira, 12, começa às 20 horas, terá um sabor especial para o povo de candomblé.

Pela primeira vez, nos 96 anos da instituição, uma ialorixá ocupará uma vaga na ALB. A protagonista deste marco histórico é Maria Stella de Azevedo Santos, 88 anos, líder do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos mais tradicionais terreiros do Brasil.

Mãe Stella é a primeira mulher negra a conquistar uma vaga na academia. Além de todos estes pioneirismos, ela vai ocupar a cadeira nº 33, que tem como patrono um abolicionista: Castro Alves.

E mais: o último ocupante da vaga foi o historiador Ubiratan Castro de Araújo, um intelectual combativo na luta contra o racismo.

“Minha mãe Stella tem uma particularidade: não necessitou sair de sua literatura pessoal, da sua experiência de sacerdotisa para galgar esta posição. Ela não precisou de articulações literárias complexas e inadequadas para ganhar o título com que representa todos nós”, diz o historiador e religioso do candomblé, Jaime Sodré.

Manifesto - Com a chegada de Mãe Stella, a ABL também abre as portas para a representante de uma religião que luta contra os efeitos de um preconceito histórico.

Há apenas 37 anos os terreiros tinham que ir à polícia pedir autorização para realizar seus ritos. Desde então vêm reiterando suas ações em busca do respeito para o qual Mãe Stella contribuiu de forma particular.

Em 1983, ela esteve à frente da elaboração de um manifesto que conclamava os membros de candomblé a assumir a sua religião e pedia o afastamento da prática do sincretismo e de vincular seus ritos ao catolicismo.

Foi uma ação de afirmação. “Para mim é assim. Minha história tem sido marcada pelo trabalho, ou seja, aquilo que eu acho que têm que ser feito”, afirma Mãe Stella.

O manifesto tem mostrado frutos, principalmente em uma nova geração de lideranças religiosas.

“Eu, que ainda não havia assumido a liderança do Terreiro do Cobre, fiquei feliz de descobrir que pensávamos do mesmo jeito sobre o mesmo tema”, diz a ialorixá Valnizia Pereira de Oliveira.

Autora dos livros Resistência e Fé (2009) e Aprendo Ensinando (2011), Mãe Valnizia analisa a chegada de Mãe Stella à academia de letras como um incentivo para aqueles que, como elas, estão usando a literatura para transmitir sua experiência religiosa.

“Não é para contar segredos, mas mostrar o que a gente ensina e ao mesmo tempo aprende. Esta conquista de Mãe Stella representa a luta e resistência de líderes religiosas que vieram antes”.

Aplausos - O mesmo aponta o tata de inquice Anselmo dos Santos, líder religioso do Terreiro Mokambo. “Esse título é um reconhecimento ao candomblé e contempla todos nós”, diz.

As impressões da importãncia da atuação de Mãe Stella vindas dos que a conhecem de forma mais pública são reforçadas por quem convive de perto com ela.

“É uma orientadora, uma pessoa a quem se pode pedir conselhos. É excepcional”, afirma o ogã José Ribamar Daniel, presidente da Sociedade Cruz Santa do Ilê Axé Opô Afonjá, que é a representação civil do terreiro.

A admiração também vem dos colegas da academia. “É mais do que justa essa homenagem à escritora Maria Stella. É uma pessoa que tem um grande conhecimento e que vai nos trazer a visão de outra realidade”, diz a escritora Myriam Fraga.

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Brasileiros premiados, Alex Atala e Joaquim Barbosa  Foto: Getty Images

Brasileiros premiados, Alex Atala e Joaquim Barbosa

Foto: Getty Images

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi homenageado pela Revista Time em Nova York, Estados Unidos.  A revista realizou a festa para homenagear as 100 pessoas mais influentes no mundo em 2012.

Considerado o jurista mais popular do Brasil, afirmou que a homenagem era uma honra não só para ele, como também para o Supremo Tribunal Federal (STF) e o País.

Primeiro afrodescendente a presidir a corte constitucional brasileira, teve um papel muito importante no julgamento do esquema do mensalão. Nascido em 7 de outubro de 1954 em Paracatu, Minas Gerais, Barbosa foi apontado no texto da Time, na categoria “pioneiros”, escrito por Sarah Cleveland, professora da Faculdade de Direito da Universidade Columbia, como “promessa de um novo Brasil comprometido com o multiculturalismo e a igualdade”.

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Nascida em 17 de julho de 1901, Antonieta de Barros foi a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Educadora e jornalista atuante, teve que romper muitas barreiras para conquistar espaços que, em seu tempo, eram inusitados para as mulheres – e mais ainda para uma mulher negra.

Deu início às atividades como jornalista na década de 1920, criando e dirigindo em Florianópolis, onde nasceu, o jornal A Semana, mantido até 1927. Na mesma década, dirigiu o periódico Vida Ilhoa, na mesma cidade. Como educadora, fundou o Curso Antonieta de Barros, que dirigiu até a sua morte, em 1952, além de ter lecionado em outros três colégios.

Manteve intercâmbio com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e, na primeira eleição em que as mulheres brasileiras puderam votar e receberem votos, filiou-se ao Partido Liberal Catarinense, que a elegeu deputada estadual. Tornou-se, desse modo, a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no Brasil, trabalhando em defesa dos diretos da mulher catarinense.

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Filha de negros, Carolina de Jesus nasceu em Sacramento, Estado de Minas Gerais. De família pobre, a intelectual brasileira contou com a proteção de Maria Leite Monteiro de Barros, que patrocinou seus estudos. Célebre intérprete lírica brasileira, Carolina foi também escritora e tem em sua obra um importante referencial para os estudos culturais no Brasil e no mundo.

Por meio de sua escrita de contestação, Carolina revela a importância do testemunho como meio de denúncia sociopolítica de uma cultura hegemônica que exclui. Sua obra mais conhecida é Quarto de despejo, que resgata e delata uma face da vida cultural brasileira no início da modernização da cidade de São Paulo e do surgimento de suas favelas.

Sua obra, que é considerada a literatura das vozes subalternas, inspirou diversas expressões artísticas, como a letra do samba Quarto de despejo, de B. Lobo; o texto em debate no livro Eu te arrespondo, Carolina, de Herculano Neves; a adaptação teatral de Edy Lima e o filme Despertar de um sonho, realizado pela Televisão Alemã, utilizando a própria Carolina de Jesus como protagonista.

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A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) lançará os projetos: “Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa” e “Municipalizando a Política de Promoção da Igualdade Racial no Estado da Bahia”, no dia 08 de agosto de 2011, a partir das 9h, no Hotel Portobello, em Ondina.  

O evento, que contará com a participação da ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, tem como um de seus objetivos apresentar as ações de fortalecimento e a expansão das políticas afirmativas nos municípios da Bahia, através do projeto “Municipalizando a Política de Promoção da Igualdade Racial no Estado da Bahia”. 

 
A “Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa” visa trabalhar de maneira articulada com as esferas do poder público e da sociedade civil organizada, na orientação, acompanhamento e prevenção aos casos de racismo ou ódio religioso.  

 
Esses projetos convergem para a estratégia de atuação da Sepromi, que é planejar e executar políticas públicas de promoção da igualdade racial, para garantir o direito dos indivíduos e grupos étnicos atingidos pela discriminação e demais formas de intolerância.  

 
Na ocasião, participarão do evento os 33 municípios que fazem parte do Fórum Estadual de Gestores (as) Municipais de Promoção da Igualdade Racial, bem como, autoridades, instituições e representantes de movimentos sociais.  

 
ServiçoQuem: Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi)

 
O quê: Lançamento dos Projetos: “Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa” e “Municipalizando a Política de Promoção da Igualdade Racial no Estado da Bahia”

 
Quando: 08/08/2011

 
Local: Hotel Portobello 

 
Horário: 9h

 
End: Av. Oceânica, 2275, Ondina – Salvador 

Fonte: SEPROMI

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O mês de fevereiro é especial para a legião de fãs da diva do jazz Nina Simone. Uma mulher   que transpôs todos os limites  que lhes foram impostos em um tempo que para  o  negro,   quase nada era permitido.   Aos 11 anos de idade fez sua primeira apresentação em um recital de piano clássico. Esta estréia  a marcaria  para sempre, pois segundo as leis vigentes nos idos de 1944 na tenebrosa Carolina do Norte,  os negros  só  poderiam  ocupar assentos públicos  atrás dos brancos.

Nina protestou veementemente dizendo que queria seus pais ocupando assentos onde ela pudesse vê-los,  foi atendida  porém,   aquele foi apenas o primeiro de muitos protestos que lançaria  ao mundo  como o hino  Mississipi Goddam,  sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja, em 1963.

Durante suas apresentações  eram frequentes suas  provocações ao público, dizendo que precisa apenas do dinheiro deles.  Talento e ousadia não lhe faltavam, mas o racismo, um dos seus grandes obstáculos, fez de Nina uma mulher mais forte e determinada. Nos anos 50 teve o mérito de ser uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova York. A partir daí surgiu uma cantora e  pianista inigualáveis.

Nina se aventurou por diversos ritmos, passando pelo gospel, soul, folk, blues e jazz. Suas músicas entraram para a história, assim como “Strange Fruit” (clássico anti-racismo que ficou conhecido no tom visceral de Billie Holiday.

Sua vida pessoal foi conturbada seu casamento foi um fracasso era insultada e desrepeitada, enfrentou problemas com a receita federal ameircana por não pagar impostos, t além de um elacionamento dificil com seus empresários .

Passou alguns anos morando na Libéria, lá ela adotou looks africanos e também causas radicais contra os brancos, fazendo de sua vida uma verdadeira guerra contra o racismo.  Veio ao Brasil em 1997, quando gravou com Maria Bethania e fez um show no Metropolitan. Guerreou até o fim contra o preconceito racial e morreu em Carry-le-Rouet, no dia 21 de abril de 2003, na mais completa paz, dormindo.

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A Cultura Negra e Suas Cidades é uma homenagem a Makota Valdina. A Exposição fotográfica reúne 60 imagens registradas em diversas locações como Salvador, Cuba e Paris, por diferentes fotógrafos e tem por finalidade celebrar a beleza da cultura negra e homenagear os 67 anos de Makota Valdina. De Terça a sexta, das 14h às 19h; sábado e domingo, das 14h30 às 18h30. Entrada franca.

Data: 1/3/2011 a 6/3/2011

Local: Teatro Vila Velha

Endereço: Av. Sete de Setembro , s/n Passeio Público

Horário: De Terça a sexta, das 14h às 19h; sábado e domingo, das 14h30 às 18h30

Valor: Entrada Franca

Site:www.teatrovilavelha.com.br

Mais Informações: (71) 3083-4600

 

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Por : PORTALDACULTURANEGRA

A nomeação da Professora  e  Socióloga Luiza  Helena Bairros,  pela presidenta  Dilma Rousseff ,  para dirigir  a Secretaria da Igualdade Racial,  nada mais é,  que a constatação e o reconhecimento do trabalho desenvolvido, não apenas durante o curto espaço de 2 anos em que esteve  à frente da Secretaria da Promoção e Igualdade Racial no Estado da Bahia, quando substituiu o então Secretário Luiz Alberto.

 

fotografia Salete Maso

Esta nomeação é fruto de um trabalho de longa data como militante do Movimento Negro, ao lado de grandes nomes como   Lélia Gonzales,  e do seu desempenho como professora da Universidade Federal do Estado da Bahia.

É motivo de grande alegria para todos que durante anos dedicam sua vida a defender e a lutar por  uma causa  sem desanimar e acreditando  na educação como única forma capaz de transformar o presente,  sem jamais esquecer os fatos tenebrosos do  passado que deve ser sempre lembrado, para jamais ser repetido  em momento algum na História.

Quando os mestres da Universidade, conseguem ocupar um cargo de elevado reconhecimento Nacional, certamente é porque todo um trabalho de base  foi levando em consideração, não trata-se simplesmente de uma escolha simbólica. Acreditamos  que  a Professora Luiza Bairros,  saberá conduzir seu cargo, com o mesmo rigor e competência que ao longo de seus 57  têm dedicado a causa do Movimento Negro.

O  Ano de 2011  entrou definitivamente para a História  do Brasil,  com uma presidenta no Comando da Nação e,  uma grande Pensadora  Negra, ocupando o posto de Ministra   que sabiamente  saberá diante dos muitos obstáculos e dos parcos recursos destinados à  sua pasta, construir um caminho mais esperançoso para o Povo Negro.

 

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O ministro da Cultura e o presidente da Palmares participam da celebração

Foram realizadas de 30 de julho a 1º de agosto últimos as atividades comemorativas do centenário de um dos mais tradicionais templos de religião de matriz africana no Brasil: o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Comandado pela Yalorixá Stella de Oxóssi, a Mãe Stella, o santuário de candomblé, localizado no bairro de São Gonçalo, em Salvador (BA), é um dos seis terreiros instalados no País tombados pelo Ministério da Cultura.

Pioneiro na luta pela preservação de valores e identidades das religiões afro-brasileiras, o Ilê Axé Opô Afonjá comemora seus 100 anos de existência tendo no horizonte o sentido de preservação de um dos mais importantes terreiros da nação ketu do Brasil, bem como de respeito e tolerância pelas práticas religiosas de origem africana.

MINISTRO DA CULTURA - A abertura do ciclo de atividades ocorreu  às 19 horas do dia 30 de julho último, quando o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo, estará representando o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que, em virtude da agenda, só poderá participar das comemorações no domingo.

Da programação, consta a inauguração do busto de Mãe Aninha, fundadora e primeira Yalorixá do terreiro,  liderado, ao longo desses 100 anos, por quatro Yalorixás, além de Mãe Stella: Mãe Aninha, Mãe Bada, Mãe Senhora e Mãe Ondina. Integram ainda o rol de atividades, performances de dança, exibição de documentário, palestras e lançamento de publicações, de selo personalizado e carimbo comemorativo, pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT).

100 anos do Candomblé de São Gonçalo: E daí, nasceu o encanto!, título do evento, tem apoio do Ministério da Cultura e é realizado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Foi idealizado pela Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, e contou com o apoio da Fundação Cultural Palmares.

Foto Mario Cravo Neto/divulgação

Yalorixá Stella de Oxossi

Mãe Stella

Mãe Stella foi a primeira Yalorixá a publicar livros sobre o Candomblé no Brasil, dentre eles, E daí aconteceu o encanto (de 1988, em co-autoria com sua filha, Cléo Martins) eMeu tempo é agora (de 1993). Em 1999, recebeu a insígnia da Ordem do Mérito Cultural, um reconhecimento do Governo Federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacaram pelas contribuições à cultura brasileira.

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Netinho de Paula, foi  o terceiro vereador mais votado da cidade de São Paulo, com 84.406 votos. 

Netinho se destacou no cenário nacional como integrante do grupo Negritude Jr. em 1986. Além de sua atuação como cantor, se dedicou a outras atividades ligadas ao cenário cultural.

 

 Como apresentador, comandou na rede Record o Progama Domingo da Gente, onde criou  um quadro chamado dia de Princesa, onde valorizava a beleza e propiciava que o sonho de meninas da periferia  se tornasse realidade, inserindo-as em um universo totalmente diferente do habital, incentivando e demonstrando que é possível transformar sonhos em realidade.

 

Empresário de successo e comprometido com questões sociais e também no que diz respeito a valorização e promoção da cultura negra,  Netinho  criou o  Instituto Casa  da Gente, que atende aproximadamente 1200 crianças  e adolescentes de uma das regiões mais carentes da cidade de São Paulo em Carapicuíba. 

 

Também desenvolve produtos e serviços voltados para a população negra, que representa grande parte da população brasileira e  que, no entanto , ainda se encontra distante do mercado de consumo de bens de serviços e  produtos.

 

Desejamos que nesta nova etapa de sua vida, como representante da população negra, na câmara de vereadores de São Paulo em 2009,  possa trabalhar na construção de politicas públicas que possibilite uma inserção cada dia maior da população negra.

Axé!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                        

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 Em 29 de setembro de 1908,  a literatura universal, perdia um  dos seus  mais brihates representantes, Joaquim Maria Machado de Assis. Desde a  mais tenra idade foi um obstinado na busca pelo conhecimento.

O menino  pobre, gago,epilético, e de ascendência negra  deixou sua marca registrada  como um dos maiores representates da literatura em língua portuguesa .  Sua condição social como o da maioria dos negros, em um Brasil escravista, não permitiu que ele tivesse acesso a uma educação convencional ou frequentasse  os melhores colégios. O que não o impediu de ser um dos principais fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Autodidata desde as primeiras letras,  Machado de Assis,  dominava o latim, o francês e mais tarde  o inglês,  um luxo reservado a uma pequena parcela da sociedade brasileira. 

Ainda muito jovem dedicou-se  a trabalhos cuja remuneração era   pequena ou nenhuma porém, foi a forma encontrada de estar próximo ao universo da literatura do teatro  e das artes de uma forma geral. 

 Dominou grande parte dos gêneros literários, porém  o realismo e o ficcionismo marcou  a melhor fase de sua obra.  Ao lançar Memórias Póstumas de Brás Cubas,  criou a fase realista  no Brasil . 

Por sua erudição, pela forma inovadora com uma  visão crítica e de  caráter universal, Machado de Assis,  destaca-se hoje  como um dos maiores  nomes da literatura universal.

 

 

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Teodoro Fernandes Sampaio,  foi  engenheiro, geógrafo e historiador. Nasceu em 1855 no Engenho Canabrava, pertencente ao Visconde de Aramaré, hoje pertencente ao município baiano de Teodoro Sampaio (Bahia). Era filho da escrava Domingas da Paixão do Carmo e do engenheiro Antonio da Costa Pinto, no entanto seu tio o padre Manuel Fernandes Sampaio se incumbio de sua educação  Ainda em Santo Amaro estuda as primeiras letras no colégio do professor José Joaquim Passos. É levado, em 1864 para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, onde estuda no Colégio São Salvador e, em seguida, ingressa no curso de Engenharia do Colégio Central. Ao tempo em que estuda leciona nos Colégios São Salvador e Abílio, do também baiano Abílio César Borges (Barão de Macaúbas), sendo ainda contratado como desenhista do Museu Nacional.

Formou-se em 1877, quando finalmente volta a Santo Amaro, na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando, no ano seguinte, a carta de alforria de seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel (1882) e Matias (em 1884). Por ser filho de branco, Sampaio nunca fora um escravo. Em 1879 integra a “Comissão Hidráulica”, nomeada pelo imperador Dom Pedro II, sendo o único engenheiro brasileiro entre estadunidenses. A convite de Orville Derby, que conhecera na expedição aos sertões sanfranciscanos, participa de nova comissão que realiza o levantamento geológico do Estado de São Paulo (1886).

Antes havia realizado o trabalho de prolongamento da linha férrea de Salvador ao São Francisco (1882). No ano seguinte é nomeado engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco, que deixa quando do convite de Derby para ir a São Paulo. Ali, dentre outra realizações, participa em 1990 da Companhia Cantareira (engenheiro-chefe), é nomeado Diretor e Engenheiro Chefe do Saneamento do Estado de São Paulo (de 1898 a 1903). Participou da fundação da Escola Politécnica, junto a Sales Oliveira e ao Coronel Jardim.

Foi, em 1894, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (1898), que presidiu em 1922; sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1902). Em 1912 presidiu o V Congresso Brasileiro de Geografia.

Teodoro Sampaio, que nasceu negro e filho de escrava, foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo. Engenheiro por profissão, legou-nos uma bibliografia de vasta erudição geográfica e histórica sobre a contribuição das bandeiras paulistas à formação do território nacional, entre outros temas. É formidável sua sofisticação na percepção da importância dos saberes indígenas (caminhos, mas não só) na odisséia bandeirante. Igualmente digna de consideração foi sua contribuição ao estudo de vários rios brasileiros, de pinturas rupestres em sítios arqueológicos nacionais, do tupi na geografia brasileira e da geologia no País. Neste campo, a geologia brasileira, participou de momentos marcantes, como a expedição de Orville Derby ao vale do rio São Francisco e de comissões específicas. Além disso, foi grande amigo de Euclides da Cunha, e auxiliou o escritor com conhecimentos sobre o sertão baiano na elaboração de Os Sertões.

Seu nome figura na memória intelectual do País ao lado de Capistrano de Abreu, Joaquim Nabuco, Nina Rodrigues e outros do mesmo patamar. Em sua memória, foram batizados dois municípios brasileiros (na Bahia e em São Paulo) e também uma importante rua da cidade de São Paulo.

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André Pinto Rebouças nasceu na cidade de  Cachoeira na  Bahia,em 1838.  Filho de  Antônio Pereira Rebouças, um mulato autodidata que obteve o direito de advogar, representou a Bahia na Câmara dos Deputados em diversas legislaturas e foi conselheiro do Império. Sua mãe, Carolina Pinto Rebouças, era filha do comerciante André Pinto da Silveira.

André tinha sete irmãos, sendo mais ligado a Antônio, que se tornou seu grande companheiro na maioria dos seus projetos profissionais. Em fevereiro de 1846, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. André e Antônio foram alfabetizados por seu pai e freqüentaram alguns colégios até ingressarem na Escola Militar.

Em 1857 foram promovidos ao cargo de segundo tenente do Corpo de Engenheiros e complementaram seus estudos na Escola de Aplicação da Praia Vermelha. André bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas em 1859 e obteve o grau de engenheiro militar no ano seguinte.

Os dois irmãos foram pela primeira vez à Europa, em viagem de estudos, entre fevereiro de 1861 e novembro de 1862. Na volta, partiram como comissionados do Estado brasileiro para trabalhar na vistoria e no aperfeiçoamento de portos e fortificações litorâneas.

Na guerra do Paraguai, André serviu como engenheiro militar, nela permanecendo entre maio de 1865 e julho de 1886,  retornou ao Rio de Janeiro, por motivos de saúde. Passou então a desenvolver projetos com seu irmão Antônio, na tentativa de estruturação de companhias privadas com a captação de recursos junto a particulares e a bancos, visando a modernização do país. 

As obras que André realizou como engenheiro estavam ligadas ao abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, às docas dom Pedro II e à construção das docas da Alfândega (onde permaneceu de 1866 até a sua demissão, em 1871).

Paralelamente, André dava aulas, procurava apoio financeiro para Carlos Gomes retornar à Itália, debatia com ministros e políticos por diversas leis. Foi secretário do Instituto Politécnico e redator geral de sua revista. Atuou como membro do Clube de Engenharia e muitas vezes foi designado para receber estrangeiros, por falar inglês e francês.

Participou da Associação Brasileira de Aclimação e defendeu a adaptação de produtos agrícolas não produzidos no Brasil, e o melhor preparo e acondicionamento dos produzidos aqui, para concorrerem no mercado internacional. Foi responsável ainda pela seção de Máquinas e Aparelhos na Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.

Na década de 1880, André Rebouças se engajou na campanha abolicionista e ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e outros. Participou também da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central Emancipadora. Participou da Sociedade Central de Imigração, juntamente com o Visconde de Taunay.

Entre setembro de 1882 e fevereiro de 1883, Rebouças permaneceu na Europa, retornando ao Brasil para dar continuidade à campanha. Mas o movimento militar de 15 de novembro de 1889 levou André Rebouças a embarcar, juntamente com a família imperial, com destino à Europa.

Por dois anos, ele permaneceu exilado em Lisboa, como correspondente do “The Times” de Londres. Transferiu-se, então, para Cannes, na França, até a morte de D. Pedro II.
Faleceu aos 60 anos  em Funchal, na Ilha da Madeira.

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