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	<title>Portal da Cultura Negra</title>
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	<description>O Portal da Cultura Negra tem como  finalidade a promoção e valorização da cultura  afro-brasileira, através de todas as suas  manifestações. É um espaço aberto a todos que acreditam que juntos podemos transformar e construir um mundo mais igual.</description>
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		<title>Portal da Cultura Negra</title>
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		<title>Exposição PICHA chega ao Brasil e destaca universo das Histórias em Quadrinhos africanas</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 22:52:30 +0000</pubDate>
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Não deixem de conferir até o dia 8 de novembro no Museu Afro Brasil, a exposição Picha que  reúne obras de artistas de 16 países do Continente Africano, além de originais de desenhos, álbuns, revistas , publicações e um importante banco de dados com informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas. Além dos artistas africanos, participam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=277&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">
<img class="alignnone size-full wp-image-278" title="picha" src="http://portaldaculturanegra.files.wordpress.com/2009/11/picha.jpg?w=299&#038;h=423" alt="picha" width="299" height="423" />Não deixem de conferir até o dia 8 de novembro no Museu Afro Brasil, a exposição Picha que  reúne obras de artistas de 16 países do Continente Africano, além de originais de desenhos, álbuns, revistas , publicações e um importante banco de dados com informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas. Além dos artistas africanos, participam da mostra o norte-americano David Brown, que virá ao Brasil especialmente para participar da programação do evento e o cartunista brasileiro e co-curador da exposição, Maurício Pestana, apresentando semelhanças e diferenças dos desenhos afro-descendentes destes dois países, junto com seus pares na África. A curadoria é da professora e pesquisadora de Histórias em Quadrinhos, Dra. Sonia M. Bibe Luyten.</p>
<p>Fonte: Museu Afro Brasil</p>
<p style="text-align:justify;">Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº<br />
Pavilhão Manoel da Nóbrega<br />
Parque do Ibirapuera, portão 10<br />
04094-050 &#8211; São Paulo, SP<br />
Outros telefones: 5579-8542 / 5579-7716 / 5579-6399</p>
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		<title>Espelho, Espelho Meu aborda representações afro-estéticas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 21:29:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ 
O  documentário Espelho, Espelho Meu é ótima oportunidade para discutir a questão da identidade negra.
Como o processo de negação da identidade negra pode afetar na auto-estima e na aceitação da auto-imagem refletida no espelho? O cabelo é uma linguagem social? Essas são apenas algumas questões levantadas pelo documentário “Espelho, Espelho Meu: uma abordagem sobre representações [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=274&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"> </p>
<p>O  documentário Espelho, Espelho Meu é ótima oportunidade para discutir a questão da identidade negra.</p>
<p>Como o processo de negação da identidade negra pode afetar na auto-estima e na aceitação da auto-imagem refletida no espelho? O cabelo é uma linguagem social? Essas são apenas algumas questões levantadas pelo documentário “Espelho, Espelho Meu: uma abordagem sobre representações afro-estéticas no período juvenil” produzido por Jaqueline Barreto durante a disciplina Oficina de Telejornalismo da Faculdade Social da Bahia. O vídeo discorre sobre o processo da auto-imagem do negro a partir de temas como: identidade, alteridade, mídia e família.</p>
Posted in Uncategorized  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/portaldaculturanegra.wordpress.com/274/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=274&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Salvador é palco da mostra 50 anos de cinema da África Francófona</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 21:08:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[De 27 de outubro a 04 de novembro, Salvador recebe a mostra 50 Anos de Cinema da África Francófona: olhares em reconstrução e identidades reinventadas, uma retrospectiva dos 50 anos da cinematografia africana de língua francesa. Ao todo, serão exibidos 50 filmes, entre curtas, médias e longas-metragem. Serão 44 produções de 09 países da África [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=270&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">De 27 de outubro a 04 de novembro, Salvador recebe a mostra 50 Anos de Cinema da África Francófona: olhares em reconstrução e identidades reinventadas, uma retrospectiva dos 50 anos da cinematografia africana de língua francesa. Ao todo, serão exibidos 50 filmes, entre curtas, médias e longas-metragem. Serão 44 produções de 09 países da África Francófona (Mauritânia, Senegal, Mali, Guiné, Costa do Marfim, Burkina Faso, Níger, Camarões e Madagascar) e seis da França, incluindo obras dos mais importantes cineastas africanos e franceses como Ousmane Sembenne, Djibril Diop Mambéty, Alain Resnais, Chris Marker e Jean Rouch. A mostra acontecerá na sala Walter da Silveira (prédio da Biblioteca Pública dos Barris), e nos cinemas do MAM (Museu de Arte Moderna) e nos cinemas do MAM (Museu de Arte Moderna) e Aliança Francesa. A entrada é franca.</p>
Posted in Uncategorized  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/portaldaculturanegra.wordpress.com/270/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=270&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A frente Negra Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 04:59:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No bojo dessa movimentação ideológica da comunidade negra paulista, através dos seus jornais, surge a idéia da formação da Frente Negra Brasileira. Ela irá constituir-se em um movimento de caráter nacional, com repercussão internacional. Surgiu da obstinação de negros abnegados, como Francisco Lucrécio, Raul Joviano do Amaral, José Correia Leite (que, depois, dela se afastará [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=268&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No bojo dessa movimentação ideológica da comunidade negra paulista, através dos seus jornais, surge a idéia da formação da Frente Negra Brasileira. Ela irá constituir-se em um movimento de caráter nacional, com repercussão internacional. Surgiu da obstinação de negros abnegados, como Francisco Lucrécio, Raul Joviano do Amaral, José Correia Leite (que, depois, dela se afastará por motivos ideológicos) e mais alguns. Fundada em 16 de setembro de 1931, sua sede social central localizava-se na rua Liberdade, na capital paulista. Sua estrutura organizacional já era bastante complexa, muito mais do que a quase inexistente dos jornais. Era dirigida por um Grande Conselho, constituído de 20 membros, selecionando-se, dentre eles, o Chefe e o Secretário. Havia, ainda, um Conselho Auxiliar, formado pelos Cabos Distritais da Capital. Criou-se, ainda, uma milícia frente-negrina, organização paramilitar. Os seus componentes usavam camisas brancas e recebiam rígido tratamento, como se fossem soldados. Segundo um dos seus fundadores – Francisco Lucrécio -, a Frente Negra foi fundada ppor ele e outros companheiros embaixo de um poste de iluminação. Ainda segundo a mesma testemunha, no início houve muita incompreensão. Diziam que eles estavam fazendo racismo ao contrário. No entanto, com o tempo, os membros da Frente Negra foram adquirindo a confiança não apenas da comunidade, mas de toda a sociedade paulista. As próprias autoridades a respeitavam. Os seus membros possuíam uma carteira de identidade expedida pela entidade, com retratos de frente e perfil. Quando as autoridades policiais encontravam um negro com esse documento, respeitavam-no porque sabiam que na Frente Negra só entravam pessoas de bem. Ainda segundo depoimento de Francisco Lucrécio, conseguiam acabar com a discriminação racial que existia na então Força Pública de São Paulo. Até aquela data os negros não podiam entrar na corporação. A Frente Negra inscreveu mais de 400 negros, tendo muitos deles feito carreira militar. Por outro lado, havia divergências na comunidade negra em relação à ideologia da Frente, pois muitos não aceitavam a ideologia patrianovista (monarquista) que o seu primeiro presidente, Arlindo Veiga dos Santos, queria impor aos seus membros. Isso iria refletir na trajetória da entidade. Uma visão direitista levou muitos dos seus adeptos a posições simpáticas em relação ao integralismo e ao nazismo. Paradoxalmente, o conceito de raça é manipulado pelos frente-negrinos, que, no seu jornal A Voz da Raça, colocam como seu slogan “Deus, Pátria, Raça e Família”, que depois foi modificado. Era o slogan decalcado diretamente do “Deus, Pátria e Família”, da Ação Integralista. Apesar dessas contradições ideológicas, a Frente Negra se desenvolveu rapidamente, criando núcleos em vários Estados do Brasil. Milhares de negros, nas principais áreas do país, aderem ao seu ideário e passam a ser seus membros. Em face dos êxitos alcançados, a Frente Negra resolveu transformar-se em partido político. Tinha todas as condições exigidas pela Justiça Eleitoral da época, e entrou com pedido nesse sentido em 1936. Sobre o assunto houve discussão entre os membros do Tribunal, que chegaram a alegar uma tendência racista na Frente. Finalmente o seu registro foi concedido. Durou pouco, porém. Logo em seguida, 1937, o golpe de Estado deflagrado por Getúlio Vargas implantando o Estado Novo dissolverá todos os partidos, entre eles a Frente Negra Brasileira. Houve um trauma muito grande na comunidade que a acompanhava ou militava nos seus quadros. Milhares de negros sentiram-se desarvorados politicamente. Um dos seus fundadores, Raul Joviano do Amaral, tenta conservar a entidade, mudando-lhe o nome para União Negra Brasileira. Mas a situação geral do país não era favorável à vida associativa no Brasil, onde a repressão via atos subversivos em qualquer organização. O jornal A Voz da Raça deixa de circular. A censura é imposta a todos os órgãos de imprensa, e a União, que procurou substituir a Frente, morre melancolicamente, em 1938, exatamente quando se comemoravam 50 anos da Abolição.</p>
<p>Fonte:www.terrabrasileira.net</p>
<p>História do Negro Brasileiro / Clóvis Moura &#8211; São Paulo: Editora Ática S.A., 1992</p>
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		<title>milton gonçalves</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 23:42:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Milton Gonçalves (Monte Santo de Minas, 9 de dezembro de 1933) é um ator brasileiro. Pai do também ator Maurício Gonçalves, casado com Oda Gonçalves desde 1966, com quem tem três filhos. Começou a carreira em São Paulo, por acaso. Em vez de ser o motorista da família para qual sua mãe trabalhou, Milton preferiu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=264&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a id="thumbnail" href="http://www.meucinemabrasileiro.com/personalidades/milton-goncalves/milton-goncalves01.jpg"><img style="border-right:1px solid;border-top:1px solid;float:left;border-left:1px solid;border-bottom:1px solid;margin:10px 10px 0;" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:Nuv6VR8cj39d3M:http://www.meucinemabrasileiro.com/personalidades/milton-goncalves/milton-goncalves01.jpg" alt="Ver imagem em tamanho grande" width="70" height="80" /></a>Milton Gonçalves (Monte Santo de Minas, 9 de dezembro de 1933) é um ator brasileiro. Pai do também ator Maurício Gonçalves, casado com Oda Gonçalves desde 1966, com quem tem três filhos. Começou a carreira em São Paulo, por acaso. Em vez de ser o motorista da família para qual sua mãe trabalhou, Milton preferiu tentar a profissão de gráfico e, um dia, depois de assistir à peça A Mão do Macaco, a convite do ator Egídio Écio, saiu maravilhado. Tratou de entrar logo para um clube de teatro amador, do qual passou para um grupo profissional. Um novo diretor carioca procurava um ator para fazer um preto velho na peça Ratos e Homens. O diretor era Augusto Boal e, o grupo, o Teatro de Arena de São Paulo. &#8220;Lá encontrei Gianfrancesco Guarnieri, Flavio Migliaccio, Oduvaldo Viana e tantos outros. Estudavam história do teatro, impostação de voz, postura, filosofia, arte e política.&#8221; Com eles, Milton Gonçalves sentia-se absolutamente à vontade. Afinal, estava num grupo que não se preocupava se ele era negro ou não. Milton escreveu quatro peças, uma delas montada pelo Teatro Experimental do Negro e dirigida por Dalmo Ferreira. &#8220;Ali aprendi tudo o que sei sobre teatro. Foi fundamental para a minha compreensão do mundo.&#8221; Militante do movimento negro, Milton Gonçalves chegou a tentar a carreira política, nos anos 90, ao candidatar-se a governador do estado do Rio de Janeiro, em 1994.</p>
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		<title>Angela Davis</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 23:23:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Angela Yvonne Davis  é  professora e filósofa, nasceu nos Estados Unidos, alcançou notoriedade mundial nos anos 70 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=260&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Angela Yvonne Davis  é  professora e filósofa, nasceu nos Estados Unidos, alcançou notoriedade mundial nos anos 70 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história americana. Angela nasceu no estado do Alabama, um dos mais racistas do sul dos Estados Unidos e desde cedo conviveu com humilhações de cunho racial em sua cidade. Leitora voraz quando criança, aos 14 anos participou de um intercâmbio colegial que oferecia bolsas de estudo para estudantes negros sulistas em escolas integradas do norte do país, o que a levou a estudar no Greenwich Village, em Nova Iorque, onde travou conhecimento com o comunismo e o socialismo teórico, sendo recrutada para uma organização comunista de jovens estudantes. Nos anos 60, Angela tornou-se militante do partido e participante ativa dos movimentos negros e feministas que sacudiam a sociedade americana da época, primeiro como filiada da SNCC de Stokely Carmichael e depois de movimentos e organizações políticas como o Black Power e os Panteras Negras.</p>
<p>Em <a title="18 de agosto" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/18_de_agosto">18 de agosto</a> de <a title="1970" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/1970">1970</a>, <strong>Angela Davis</strong> tornou-se a terceira mulher a integrar a <a title="Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI (página não existe)" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/w/index.php?title=Lista_dos_Dez_Fugitivos_Mais_Procurados_do_FBI&amp;action=edit&amp;redlink=1">Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI</a>, ao ser acusada de <a title="Conspiração" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Conspira%C3%A7%C3%A3o">conspiração</a>, seqüestro e <a title="Homicídio" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Homic%C3%ADdio">homicídio</a>, por causa de uma suposta ligação sua com uma tentativa de fuga do <a title="Tribunal" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Tribunal">tribunal</a> do Palácio de Justiça do <a title="Condado" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Condado">Condado</a> de Marin, em <a title="São Francisco" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/S%C3%A3o_Francisco">São Francisco</a>.</p>
<p>Durante o verão daquele ano, Angela estava envolvida nos esforços dos Panteras Negras para conquistar a apoio da sociedade a três militantes presos, George Jackson, Fleeta Drumgo e John Clutchette, conhecidos como os “Irmãos Soledad”, por terem sido aprisionados na Prisão de Soledad, em Monterey.</p>
<p>No dia <a title="7 de agosto" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/7_de_agosto">7 de agosto</a>, Jonathan Jackson, o irmão de dezessete anos de George, em companhia de dois outros rapazes, interrompeu de armas na mão um <a title="Julgamento" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Julgamento">julgamento</a> num tribunal na tentativa de ajudar a fuga do réu do caso que estava sendo julgado, o amigo James McClain, acusado de ter esfaqueado um policial. Jonathan e seus amigos se levantaram do meio da assistência na sala do <a title="Júri" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/J%C3%BAri">júri</a> e renderam todos no recinto, conduzindo o <a title="Juiz" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Juiz">juiz</a>, o promotor e vários jurados para uma <a title="Van" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Van">van</a> estacionada do lado de fora. Ao entrar na van, Jackson gritou que queria os “Irmãos Soledad soltos até o meio dia e meia em troca da vida dos reféns”.</p>
<p>Com sua prisão decretada pelo estado da <a title="Califórnia" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Calif%C3%B3rnia">Califórnia</a> e o FBI em seu encalço, Ângela fugiu do estado e desapareceu por dois meses, sendo alvo de uma das maiores caçadas humanas do país na época, acompanhada dia a dia pela mídia, até ser presa em Nova Iorque em <a title="Outubro" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Outubro">outubro</a>. O <a title="Julgamento" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Julgamento">julgamento</a> de dezoito meses que se seguiu, colocou uma mulher negra, jovem, bonita, culta e politizada, assessorada por uma equipe brilhante de <a title="Advogado" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Advogado">advogados</a>, no centro das atenções da <a title="Imprensa" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Imprensa">imprensa</a> americana num paralelo que só seria igualado <a title="Década" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/D%C3%A9cada">décadas</a> depois pelo julgamento de O.J. Simpson. Nos longos debates na corte, não apenas o caso criminal envolvido veio à tona, mas uma grande discussão sobre a condição negra na sociedade americana foi travada. Manifestações diárias por sua libertação e absolvição aconteciam do lado de fora do tribunal e por todo o país, transmitidos ao vivo pela <a title="Televisão" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Televis%C3%A3o">televisão</a>.</p>
<p>Dezoito meses após o início do julgamento, Angela foi inocentada de todas as acusações e libertada. <a title="John Lennon" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/John_Lennon">John Lennon</a> e <a title="Yoko Ono" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Yoko_Ono">Yoko Ono</a> lançaram a <a title="Música" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/M%C3%BAsica">música</a> <em>Angela</em> em sua homenagem e os Rolling Stones gravaram <em>Sweet Black Angel</em>, cuja letra falava de seus problemas legais e pedia sua libertação.</p>
<p>No tiroteio que se seguiu com a perseguição policial ao grupo, Jonathan e um amigo foram mortos pela polícia, não sem antes matarem o juiz Harold Haley com um <a title="Tiro" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Tiro">tiro</a> na <a title="Garganta" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Garganta">garganta</a> e o promotor raptado ficou paralítico com um tiro da polícia. As investigações que se seguiram identificaram a arma de Jonathan como registrada em nome de <strong>Angela Davis</strong>.</p>
<p>Finalmente livre, Angela foi temporariamente para <a title="Cuba" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Cuba">Cuba</a>, seguindo os passos de seus amigos,os ativistas radicais <a title="Huey Newton" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Huey_Newton">Huey Newton</a> e <a title="Stokely Carmichael" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Stokely_Carmichael">Stokely Carmichael</a>. Sua recepção na <a title="Ilha" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Ilha">ilha</a> pelos negros cubanos num comício de massa foi tão entusiástico que ela mal pôde discursar. De acordo com Carlos Moore, um <a title="Escritor" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Escritor">escritor</a> bastante crítico das relações raciais na Cuba comunista, sua visita ao país causou grande impacto entre a <a title="População" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Popula%C3%A7%C3%A3o">população</a> negra num tempo em que expressões de <a title="Identidade" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Identidade">identidade</a> racial eram bem raras em Cuba. Suas credenciais revolucionárias permitiram aos nativos se identificarem de público com seus pensamentos, sem medo de serem taxados de contra-revolucionários pelo <a title="Governo" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Governo">governo</a> cubano.</p>
<p>Em <a title="1975" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/1975">1975</a>, fatos polêmicos também aconteceram, entretanto, como o discurso crítico feito contra Angela pelo dissidente <a title="Russo" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Russo">russo</a> Aleksandr Solzhenitsyn em Nova York, que lhe acusava de <a title="Hipocrisia" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Hipocrisia">hipocrisia</a> em sua simpatia pela União Soviética, ao não falar sobre as condições dos prisioneiros políticos em regimes comunistas e por ignorar uma carta de presos políticos <a title="Tchecos" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Tchecos">tchecos</a> perseguidos pelo <a title="Estado" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Estado">Estado</a> lhe pedindo ajuda, como celebridade comunista que era agora, para denunciar as condições em que eram submetidos na cadeia, sabendo-se, como ela, inocentes. A resposta de Angela, “eles merecem o que tiveram, que continuem na prisão”, foi bastante explorada pela imprensa na época.</p>
<p><strong>Angela Davis</strong> candidatou-se a <a title="Vice-presidente" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Vice-presidente">vice-presidente</a> dos Estados Unidos em <a title="1980" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/1980">1980</a> e <a title="1984" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/1984">1984</a> como companheira de chapa de <a title="Gus Hall (página não existe)" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/w/index.php?title=Gus_Hall&amp;action=edit&amp;redlink=1">Gus Hall</a>, presidente do Partido Comunista americano, tendo votação irrisória. Continuou sua carreira de ativista política e escreveu diversos livros, principalmente sobre as condições carcerárias no país.</p>
<p>Se considera uma abolicionista, não uma reformista prisional. Em suas palestras sempre se refere ao sistema carcerário americano como um complexo industrial de prisões; aponta como um das soluções para o problema a extinção do cumprimento de penas em presídios e como fator determinante da maioria de prisioneiros americanos serem de negros e latinos a questão da <a title="Raça" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Ra%C3%A7a">raça</a> e classe social.</p>
<p>Nos últimos anos continua a fazer <a title="Discurso" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Discurso">discursos</a> e palestras principalmente em ambientes universitários e se mantém como uma figura proeminente na luta pela abolição da <a title="Pena de morte" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/Pena_de_morte">pena de morte</a> na Califórnia. Em <a title="1977" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/1977">1977</a>-<a title="1978" href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/wiki/1978">1978</a> foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz.</p>
<p>fonte:Wikipédia</p>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 23:00:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://portaldaculturanegra.wordpress.com/imgres?imgurl=http://www.cedine.rj.gov.br/imagens/img_lelia_gonzalez2.jpg&amp;imgrefurl=http://www.cedine.rj.gov.br/lelia_gonzalez.asp&amp;h=162&amp;w=174&amp;sz=16&amp;tbnid=-ysH4rl4NTpxiM:&amp;tbnh=93&amp;tbnw=100&amp;prev=/images%3Fq%3Dlelia%2Bgonzales&amp;hl=pt-BR&amp;usg=__Oed5spfmMq-Cn3em0YIMoil87Ug=&amp;ei=VnetStz_JOCntgf3hrH3Dw&amp;sa=X&amp;oi=image_result&amp;resnum=8&amp;ct=image"></a><a id="thumbnail" href="http://1.bp.blogspot.com/_4cTuXm-X6iw/SV0uMrkXmeI/AAAAAAAACwg/Z58WFaekovw/s400/Lelia+Gonzales.jpg"><img style="border-right:1px solid;border-top:1px solid;float:left;border-left:1px solid;border-bottom:1px solid;margin:10px 10px 0;" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:tYmCZow4e-fBMM:http://1.bp.blogspot.com/_4cTuXm-X6iw/SV0uMrkXmeI/AAAAAAAACwg/Z58WFaekovw/s400/Lelia+Gonzales.jpg" alt="Ver imagem em tamanho grande" width="70" height="80" /></a>Intelectual, política, professora e antropóloga brasileira nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, histórica no movimento feminista brasileiro, por sua luta no combate à violência contra a mulher, notadamente a violência sexual e doméstica. Filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena, e penúltima de dezoito irmãos, migrou para o Rio de Janeiro (1942). Pioneira nos cursos sobre Cultura Negra, com destaque para o 1º Curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais no Parque Lage, doutorou-se em Antropologia Social, em São Paulo, e dedicou-se a pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Militante do movimento negro, teve fundamental atuação em defesa da mulher negra, participando do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras e do Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga. No II Congresso da Mulher Paulista em Valinhos, foi criado o SOS Mulher, sendo também criados serviços semelhantes em outros estados do país, entidades autônomas que tinham como objetivo atender as mulheres vítimas de violência, com um serviço voluntário de advogadas e psicólogas. Como conseqüência do movimento feminista, foram criadas, inicialmente em São Paulo (1985), as Delegacias de Defesa da Mulher. A Constituição de 88 passou a reconhecer a violência doméstica e a necessidade de o Estado criar medidas para coibi-la. Foi suplente de deputado federal (1982) e de deputado estadual (1986). Participou da primeira composição do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, o CNDM (1985-1989). Grande incentivadora das tradições afro-brasileiras, pertenceu ao Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombos, que fazia seu carnaval atendo-se às raízes do velho samba carioca e foi uma das fundadoras do grupo Olodum, de Salvador, Bahia, e faleceu vítima de problemas cardíacos, no Rio de Janeiro, aos 59 anos. Atuou nas universidades brasileiras por mais de 30 anos, até seu falecimento. Em seus últimos dias, foi eleita, por reconhecimento de sua competência, Chefe do Departamento de Sociologia, da Pontifícia Universidade Católica, a PUC, Rio de Janeiro. Em seus escritos destacaram-se os livros Lugar de Negro (1982), com Carlos Hasenbalg, e Festas Populares no Brasil, premiado na Feira de Frankfurt, mas também produziu muitos papers, comunicações, seminários e panfletos político-sociais.</p>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 22:42:16 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> <a id="thumbnail" href="http://anjotorto.files.wordpress.com/2007/10/cover-135595-600.jpg"><img style="border-right:1px solid;border-top:1px solid;float:left;border-left:1px solid;border-bottom:1px solid;margin:10px 10px 0;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn%3AusQhanz_wQ8nXM%3Ahttp%3A%2F%2Fanjotorto.files.wordpress.com%2F2007%2F10%2Fcover-135595-600.jpg&#038;w=54&#038;h=80" alt="Ver imagem em tamanho grande" width="54" height="80" /></a>                         </p>
<p>O Prof. Dr. Milton Santos (Milton de Almeida Santos ou Milton Almeida dos Santos), nasceu em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, no dia 03 de Maio de 1926. Geógrafo e livre pensador brasileiro, homem amoroso, afável, fino, discreto e combativo, dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar, coragem que sempre teve. Doutor honoris causa em vários países, ganhador do prêmio Vautrin Lud, em 1994 ( o prêmio Nobel da geografia), professor em diversos países (em função do exílio político causado pela ditadura de 1964), autor de cerca de 40 livros e membro da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, entre outros. O Prof. Milton Santos formou-se em Direito no ano de 1948, pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), foi professor em Ilhéus e Salvador, autor de livros, que surpreenderam os geógrafos brasileiros e de todo o mundo, pela originalidade e audácia: &#8220;O Povoamento da Bahia&#8221; (48), &#8220;O Futuro da Geografia&#8221; (53), &#8220;Zona do Cacau&#8221; (55) entre muitos outros. Em 1958, já voltava da Universidade de Estrasburgo, da França, com o doutorado em Geografia, trabalhou no jornal &#8220;A Tarde&#8221; e na CPE (Comissão de Planejamento Econômico-BA), precursora da Sudene, foi preso em 1964 e exilado. Passou o período entre 1964 a 1977 ensinando na França, Estados Unidos, Canadá, Peru, Venezuela, Tânzania; escrevendo e lutando por suas idéias. Foi o único brasileiro e receber um &#8220;prêmio Nobel&#8221;, o Vautrin Lud, que é como um Nobel de Geografia. Outras de suas magistrais obras são: &#8220;Por Uma Outra Globalização&#8221; e &#8220;Território e Sociedade no Século XXI&#8221; (editora Record) . Milton Santos, este grande brasileiro, morreu em São Paulo-SP, no dia 24 de Junho de 2001, aos 75 anos, vítima de câncer.</p>
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		<title>Resistências à escravidão</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 13:03:31 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">A resistência africana à escravidão se manifestou sob as mais variadas formas. A revolta, apesar de freqüente, era somente uma delas. Este foi o mote da aula do curso Conversando com sua História, promovido pelo Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon do dia 16 de junho, com o historiador e escritor João José Reis, no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris).   “Estamos falando de uma Bahia que testemunhou mais de 30 revoltas ou conspirações escravas”, contextualizou o palestrante. Durante a apresentação, João José falou sobre a vida de um africano liberto que circulou pela Bahia do século XIX, personagem principal do seu livro Domingos Sodré, um sacerdote africano e que era um exemplo de resistência escrava que pertencia a um estilo diferente das revoltas.   Domingos Sodré era “uma figura contraditória, curiosa e carismática. Ele era um adivinho e fazia, segundo os termos da época, feitiçaria”. A definição do historiador serve para destacar uma das facetas de Sodré que costumava fazer serviços para escravos em troca de objetos retirados das casas dos senhores. “Ele era um sacerdote africano que tinha escravos. Além disto, fazia trabalhos para que os próprios escravos amansassem seus senhores”, ressaltou.   O historiador estima que Sodré tenha chegado ao Brasil no início do século XIX, servido pelo menos 30 anos em um engenho e que tenha sido alforriado em 1836. No testamento que ele próprio escreveu em 1882, Sodré aparece como proprietário de duas casas e escravos. Mesmo tornando-se senhor de escravos, Sodré era também chefe de uma junta de alforria, emprestando dinheiro com altos juros para que os escravos comprassem a alforria. “A maioria dos escravos libertos iam viver na miséria. Alguns, entretanto, conseguiam ser senhores de escravo. Domingos Sodré conseguiu decifrar muito bem os signos da nossa cultura. Soube interpretar a psicologia senhorial que envolvia a ideologia do paternalismo”, finalizou.  Apesar de permitir que escravos libertos chegassem a possuir outros escravos, a sociedade não lhes dava a cidadania. “Negro nascido do outro lado do Atlântico não podia almejar o poder político”, afirmou João José Reis. Doutor em História pela University of Minnesota (1982), o professor tem um vasto currículo e experiência na área de História do Brasil Império, pesquisando temas relativos à história social e cultural da escravidão, resistência escrava e movimentos sociais.  João José Reis recebeu ainda a Comenda do Mérito Científico do Ministério da Ciência e Tecnologia e é Membro Honorário Estrangeiro Vitalício da American Historical Association. Seu livro A morte é uma festa recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Obra, categoria Ensaio, em 1992, e o Prêmio Haring da American Historical Association, em 1997, entre outros.  CURSO &#8211; Com aulas gratuitas ministradas por importantes historiadores e pesquisadores, o curso Conversando com sua História, promovido desde 2002, pelo Centro de Memória, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secult, tem como objetivo promover a História da Bahia e se estende até o mês de outubro, sempre às terças-feiras. Os participantes que tiverem 75% de freqüência receberão certificado. Com a aula de João José Reis, o curso dá um intervalo e retorna no mês de agosto. Entre os temas que serão debatidos no segundo semestre estão: o trabalho visual de Pierre Verger, a trajetória do artista negro Mário Gusmão, o pensamento de Nina Rodrigues, a política de J.J. Seabra e Rui Barbosa, entre outros. Sepre com aulas gratuitas ministradas por especialistas.</p>
<p>Mais informações Centro de Memória: 31176030 /6050 ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676</p>
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		<title>Cartola</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 03:01:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, quarto filho de Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira. Por problemas financeiros, a família mudou-se para o morro da Mangueira quando Cartola tinha onze anos.  Pobre, Angenor trabalhou desde cedo, fazendo bicos como pintor de paredes, lavador de carros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=portaldaculturanegra.wordpress.com&blog=4616953&post=242&subd=portaldaculturanegra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, quarto filho de Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira. Por problemas financeiros, a família mudou-se para o morro da Mangueira quando Cartola tinha onze anos.  Pobre, Angenor trabalhou desde cedo, fazendo bicos como pintor de paredes, lavador de carros e pedreiro. Ganhou o apelido de Cartola graças ao chapéu coco que usava para não sujar os cabelos de cimento. Cedo também, já freqüentava as rodas de samba e a boêmia do morro onde morava. Cartola deixou a escola na quarta série do ensino fundamental.  Aos 17 anos, expulso de casa pelo pai, envolveu-se com mulheres, passou a beber, adoeceu e deixou de trabalhar. Prostrado num pequeno barraco, recebeu a visita de uma vizinha, Deolinda, com quem Cartola viria a se casar.  Deolinda lavava e cozinhava para fora, e o barraco em que passaram a viver estava sempre cheio. No morro, Cartola começou a ficar conhecido como compositor e sambista. Lá conheceu Carlos Cachaça, que viria a ser seu grande parceiro e amigo. Formavam uma turma de arruaceiros, que pulavam o carnaval como Bloco dos Arengueiros. Esta associação acabaria gerando a Mangueira, a primeira escola de samba carioca.   Junto com seis amigos, no dia 28 de abril de 1928 Cartola fundou Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Ele escolheu as cores &#8211; verde e rosa &#8211; e passou a ser o diretor de harmonia da escola.  Em 1929, Cartola vendeu uma canção para Mário Reis, que a repassou ao maior cantor da época, Francisco Alves. Em 1932 conheceu <a href="http://educacao.uol.com.br/cultura-brasileira/ult1687u48.jhtm">Noel Rosa</a>, com quem fez amizade. Começou a se tornar conhecido e teve sambas gravados por Carmem</p>
<p>Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas, entre outros cantores de grande fama.</p>
<p> </p>
<h3 style="font:normal normal bold 12px/normal arial;color:#000000;margin:.2em 0;padding:0;">Villa-Lobos, Mangueira e Dona Zica</h3>
<p>Apesar do sucesso, distanciou-se do meio artístico, passando a compor exclusivamente para sua escola de samba. Em 1940, foi procurado pelo compositor erudito <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u525.jhtm"><span style="text-decoration:underline;">Heitor Villa-Lobos</span></a> para efetuar uma gravação para o maestro americano Leopold Stokowski, que realizava uma pesquisa sobre músicas nativas.  Nos anos 1940, Cartola viveu um período de grandes dificuldades. Doente e viúvo, mudou-se do morro da Mangueira para a Baixada fluminense. Desapareceu completamente dos meios musicais e chegou a ser dado como morto. As coisas começaram a melhorar quando voltou para a Mangueira, depois de começar a namorar Euzébia Silva do Nascimento &#8211; a famosa Dona Zica.  Os dois passaram a viver juntos em 1952, embora já se conhecessem desde crianças. O casamento oficial só aconteceria em 1964. O casal se instalou numa casa próxima à de Carlos Cachaça e de Menina, irmã de Zica.  Em 1957, trabalhando como lavador de carros em Ipanema, Cartola foi redescoberto pelo escritor Stanislaw Ponte Preta. Conseguiu algumas apresentações em rádios e algumas matérias em jornais e revistas. Passou a trabalhar como contínuo, primeiro no &#8220;Diário Carioca&#8221; e depois no Ministério da Indústria e Comércio.  No começo dos anos 1960 tornou-se zelador da Associação das Escolas de Samba do Rio, que funcionava num casarão no centro da cidade. O local começou a promover rodas de samba, alimentadas pela sopa de Dona Zica. O sucesso foi tanto que logo o casal abriria sua própria casa de samba e restaurante, o Zicartola, num outro casarão na rua da Carioca, também no centro do Rio de Janeiro.  Jornalistas, compositores e cantores, além de boêmios e amantes do samba passaram a freqüentar o restaurante. O Zicartola funcionou de 1963 a 1965, entrando para a história do samba carioca. A assimilação do samba de morro pela classe média trouxe prestígio e público para Cartola. Nesta época, chegou a ter seu nariz (deformado por uma doença) retocado pelo famoso cirurgião Ivo Pitangui.  Em 1965 a Prefeitura lhe cedeu um terreno, ao pé do morro, em que começou a construir sua casa. Em 1966, cantou em dois discos de Elizeth Cardoso e, no ano seguinte, participou da antologia &#8220;Fala, Mangueira&#8221;.  O compositor participou do &#8220;Cartola Convida&#8221;, uma série de shows na Praia do Flamengo, em 1970, quando apresentava sambistas amigos seus para um público jovem. Em 1974, através da gravadora independente Marcus Pereira, Cartola finalmente gravou seu primeiro disco solo, &#8220;Cartola&#8221;. Dois anos depois, a mesma gravadora lançou um segundo disco seu, contendo uma canção que viria ser um de seus grandes sucessos, &#8220;As Rosas não Falam&#8221;, que serviu de trilha para uma novela da Rede Globo.  Conhecido do grande público, Cartola passou a ser convidado para fazer muitos shows. Com o compositor João Nogueira, participou do projeto Pixinguinha, tocando e cantando por todo o país. Em 1977, voltou a desfilar pela Mangueira, depois de 28 anos. No ano seguinte, lançou um disco por uma grande gravadora, a RCA Victor. No ano seguinte, em busca de tranqüilidade, Cartola e dona Zica saíram do morro da Mangueira para morar numa casinha em Jacarepaguá, subúrbio carioca.  Nesse mesmo ano, Cartola foi homenageado pelos seus 70 anos, na quadra da Mangueira. Dois anos depois, o compositor morreu, por complicações de um câncer na tireóide. Três dias antes de sua morte, em novembro de 1980, Cartola recebeu uma homenagem do poeta <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u426.jhtm">Carlos Drummond de Andrade</a>, numa crônica publicada no &#8220;Jornal do Brasil&#8221;.</p>
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