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Archive for agosto \31\UTC 2008

Foto: Salete Maso

O Ilê Aiyê, recomeça a temporada de  ensaios, trazendo música e reafirmando a valorização da cultura negra.

Para todos que já  estavam sentindo falta da música e do som  dos tambores do Ilê Aiyê, dia 13 de setembro,  estão de volta os ensaios na  Senzala do Barro Preto no  Curuzu,  Liberdade em Salvador.

O espaço destinado aos shows, recebeu tratamento acústico, para proporcionar ainda mais qualidade as apresentações do Ilê e de seus convidados.

Na reabertura da temporada de ensaios de 2008 o cantor e compositor Guiguio, com sua voz inconfundível acompanhado pela Band’Aiyê, fará o show de estréia juntamento com cantor  Beto Jamaica e convidados.

O tema do carnaval  do Ilê Aiyê em 2009 será, Esmeralda A Pérola Negra do Ecuador, uma homenagem a comunidade negra  situada na costa oeste do Equador.

A história da cidade tem início com o naufrágio de um  navio espanhol que transportava  escravos e que  afundou no ano de 1533.

Escaparam do naufrágio 17 homens e 6 mulheres que adentraram a selva, e se fixaram na região em que hoje  situa-se a cidade de Esmeralda. Outros escravos fugidos da Nicaragua,  uniram-se a eles.

Por quase dois séculos, mantiveram-se isolados do resto do Equador, preservando suas tradições e sua cultura. Esta história  será contada e cantada pelo mais belo dos belos que a 35 anos,  luta pela preservação  da cultura  do povo negro.

 

Para aqueles que desejam maiores informações, sobre os ensaios do Ilê aiyê,  acessem o site:  www.ileaiye.org.br/ ileaiye@ileaiye.org.br /tel 55-71-2103-3400/55-71-3256-8800 

 

 

 

 

 

 

 

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Espetáculo: Magia Negra

Foto: Octávio Remédios

 

 

Acontece até o dia 4 de setembro o Módulo de Circulação do Festival de Teatro Lusófono, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). No espaço Xisto Bahia, serão apresentados três espetáculos e duas oficinas de teatro e dança africanas, trazidas a Salvador.

Nesta segunda-feira dia 1, no espaço Xisto Bahia, às 10h acontecerá a abertura do evento quando acontece um bate-papo com os grupos Teatro Fórum de Moura (Moçambique e Portugal) e Companhia Teatro de Pesquisa Serpente (Angola), aberto a artistas e estudantes. 

 

Espetáculo: O esqueleto
Foto: Mariana Lança

 

As peças Magia Negra e O esqueleto do Cozinheiro Akli, do Teatro Fórum de Moura (Moçambique), e Nojo, do Grupo Teatro Pesquisa- Serpente (Angola) serão apresentadas no mesmo espaço.

 

Espetáculo: Nojo
Foto: António Custódio Cali

 

Com o intúito de criar um intercâmbio contínuo da produção teatral de língua portuguesa, além das apresentações, a ação viabiliza oficinas teatrais gratuitas ministradas pelos artistas africanos, voltadas para atores profissionais e estudantes de artes cênicas.

Prestigie este evento.

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Uma das mais prestigiadas chefs de cozinha baiana, conhecida por todos como  Dadá, foi convidada  pelo  Conselho Norueguês da Pesca, para ensinar chefs jamaicanos a preparar receitas com o Bacalhau da Noruega utilizando  temperos brasileiros.

 Dadá  viaja  esta semana  para ministrar  o curso, Culinary Adventure, que será realizado na Jamaica entre os dia 01 e 03 de setembro.

Na ocasião os jamaicanos terão a oportunidade de conhecer também o livro  Bacalhau da Noruega faz a festa com segredos da Dadá, em  versão Inglês, lançado no Restaurante Sorriso da Dadá, no Pelourinho.

 

O livro, além de destacar  os temperos, cores e aromas das criações culinárias de  Dadá, traz também momentos de sua vida e de suas lembranças desde sua infância. Recorda alguns momentos importantes de sua vida e  sua formação baseada na companhia de sua mãe, Dona Júlia, além dos ensinamentos aprendidos na trajetória de menina pobre, do interior da Bahia. 

 

 Fonte: www.ibahia.com

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Teodoro Fernandes Sampaio,  foi  engenheiro, geógrafo e historiador. Nasceu em 1855 no Engenho Canabrava, pertencente ao Visconde de Aramaré, hoje pertencente ao município baiano de Teodoro Sampaio (Bahia). Era filho da escrava Domingas da Paixão do Carmo e do engenheiro Antonio da Costa Pinto, no entanto seu tio o padre Manuel Fernandes Sampaio se incumbio de sua educação  Ainda em Santo Amaro estuda as primeiras letras no colégio do professor José Joaquim Passos. É levado, em 1864 para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, onde estuda no Colégio São Salvador e, em seguida, ingressa no curso de Engenharia do Colégio Central. Ao tempo em que estuda leciona nos Colégios São Salvador e Abílio, do também baiano Abílio César Borges (Barão de Macaúbas), sendo ainda contratado como desenhista do Museu Nacional.

Formou-se em 1877, quando finalmente volta a Santo Amaro, na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando, no ano seguinte, a carta de alforria de seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel (1882) e Matias (em 1884). Por ser filho de branco, Sampaio nunca fora um escravo. Em 1879 integra a “Comissão Hidráulica”, nomeada pelo imperador Dom Pedro II, sendo o único engenheiro brasileiro entre estadunidenses. A convite de Orville Derby, que conhecera na expedição aos sertões sanfranciscanos, participa de nova comissão que realiza o levantamento geológico do Estado de São Paulo (1886).

Antes havia realizado o trabalho de prolongamento da linha férrea de Salvador ao São Francisco (1882). No ano seguinte é nomeado engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco, que deixa quando do convite de Derby para ir a São Paulo. Ali, dentre outra realizações, participa em 1990 da Companhia Cantareira (engenheiro-chefe), é nomeado Diretor e Engenheiro Chefe do Saneamento do Estado de São Paulo (de 1898 a 1903). Participou da fundação da Escola Politécnica, junto a Sales Oliveira e ao Coronel Jardim.

Foi, em 1894, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (1898), que presidiu em 1922; sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1902). Em 1912 presidiu o V Congresso Brasileiro de Geografia.

Teodoro Sampaio, que nasceu negro e filho de escrava, foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo. Engenheiro por profissão, legou-nos uma bibliografia de vasta erudição geográfica e histórica sobre a contribuição das bandeiras paulistas à formação do território nacional, entre outros temas. É formidável sua sofisticação na percepção da importância dos saberes indígenas (caminhos, mas não só) na odisséia bandeirante. Igualmente digna de consideração foi sua contribuição ao estudo de vários rios brasileiros, de pinturas rupestres em sítios arqueológicos nacionais, do tupi na geografia brasileira e da geologia no País. Neste campo, a geologia brasileira, participou de momentos marcantes, como a expedição de Orville Derby ao vale do rio São Francisco e de comissões específicas. Além disso, foi grande amigo de Euclides da Cunha, e auxiliou o escritor com conhecimentos sobre o sertão baiano na elaboração de Os Sertões.

Seu nome figura na memória intelectual do País ao lado de Capistrano de Abreu, Joaquim Nabuco, Nina Rodrigues e outros do mesmo patamar. Em sua memória, foram batizados dois municípios brasileiros (na Bahia e em São Paulo) e também uma importante rua da cidade de São Paulo.

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André Pinto Rebouças nasceu na cidade de  Cachoeira na  Bahia,em 1838.  Filho de  Antônio Pereira Rebouças, um mulato autodidata que obteve o direito de advogar, representou a Bahia na Câmara dos Deputados em diversas legislaturas e foi conselheiro do Império. Sua mãe, Carolina Pinto Rebouças, era filha do comerciante André Pinto da Silveira.

André tinha sete irmãos, sendo mais ligado a Antônio, que se tornou seu grande companheiro na maioria dos seus projetos profissionais. Em fevereiro de 1846, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. André e Antônio foram alfabetizados por seu pai e freqüentaram alguns colégios até ingressarem na Escola Militar.

Em 1857 foram promovidos ao cargo de segundo tenente do Corpo de Engenheiros e complementaram seus estudos na Escola de Aplicação da Praia Vermelha. André bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas em 1859 e obteve o grau de engenheiro militar no ano seguinte.

Os dois irmãos foram pela primeira vez à Europa, em viagem de estudos, entre fevereiro de 1861 e novembro de 1862. Na volta, partiram como comissionados do Estado brasileiro para trabalhar na vistoria e no aperfeiçoamento de portos e fortificações litorâneas.

Na guerra do Paraguai, André serviu como engenheiro militar, nela permanecendo entre maio de 1865 e julho de 1886,  retornou ao Rio de Janeiro, por motivos de saúde. Passou então a desenvolver projetos com seu irmão Antônio, na tentativa de estruturação de companhias privadas com a captação de recursos junto a particulares e a bancos, visando a modernização do país. 

As obras que André realizou como engenheiro estavam ligadas ao abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, às docas dom Pedro II e à construção das docas da Alfândega (onde permaneceu de 1866 até a sua demissão, em 1871).

Paralelamente, André dava aulas, procurava apoio financeiro para Carlos Gomes retornar à Itália, debatia com ministros e políticos por diversas leis. Foi secretário do Instituto Politécnico e redator geral de sua revista. Atuou como membro do Clube de Engenharia e muitas vezes foi designado para receber estrangeiros, por falar inglês e francês.

Participou da Associação Brasileira de Aclimação e defendeu a adaptação de produtos agrícolas não produzidos no Brasil, e o melhor preparo e acondicionamento dos produzidos aqui, para concorrerem no mercado internacional. Foi responsável ainda pela seção de Máquinas e Aparelhos na Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.

Na década de 1880, André Rebouças se engajou na campanha abolicionista e ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e outros. Participou também da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central Emancipadora. Participou da Sociedade Central de Imigração, juntamente com o Visconde de Taunay.

Entre setembro de 1882 e fevereiro de 1883, Rebouças permaneceu na Europa, retornando ao Brasil para dar continuidade à campanha. Mas o movimento militar de 15 de novembro de 1889 levou André Rebouças a embarcar, juntamente com a família imperial, com destino à Europa.

Por dois anos, ele permaneceu exilado em Lisboa, como correspondente do “The Times” de Londres. Transferiu-se, então, para Cannes, na França, até a morte de D. Pedro II.
Faleceu aos 60 anos  em Funchal, na Ilha da Madeira.

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Este espaço foi criado para todos aqueles que desejam contribuir para o conhecimento e a  discussão da história do povo negro, seja da  África, das Américas, Europa e principalmente do Brasil.

 Queremos aqui, falar de um povo que como nenhum outro  em toda a história da humanidade,  foi perseguido, humilhado, bestializado  e tratado como objeto, sem alma, sem nome, sem pátria nem sentimentos, simplesmente visto como coisa.

 Ao arrancá-los  de suas origens  e conduzí-los  rumo a uma nova realidade de  humilhação e hostilidade   dilaceraram   seus corpos, suas almas e  sua dignidade.

O povo negro foi subtraido de toda e qualquer condição humana, sendo obrigado  a aceitar o sincretismo  como forma de resistência  para   preservar  suas tradições, religião e todas as formas de manisfestações culturais. 

O desejo de todos  que formam o portal da cultura negra,  é que a cada dia, sejam inseridos fatos, personalidades, notícias e conquistas obtidas pelo povo negro.

Queremos   através da   informação  combater o preconceito e a desigualdade que segrega e marginaliza a população negra.   Desejamos  promover  o intercâmbio, manter o diálogo e valorizar a cultura africana em todas as partes.

 Este  espaço é aberto a todos que acreditam que juntos podemos transformar e construir um mundo mais igual.

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Castro Alves

Castro Alves, foi o poeta que mais se engajou na luta contra a escravidão, à causa social e humanitária do abolicionismo . Em seus versos, procurou ressaltar as implicações humanas da escravatura. Retratou o escravo de modo romanticamente trágico, tentando despertar a sociedade para o que havia de mais desumano nesse regime. …
Deus! ò Deus! onde estas que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
.Embuçado nos cèus?
Há dois mil anos te mandei meu grito. Que embalde desde então corre o infinito…
 (Vozes d’Àfrica Castro Alves)

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