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Archive for outubro \23\UTC 2008

V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano
Brasil, 120 anos da abolição

Em 2008, a abolição da escravatura no Brasil completa 120 anos. Como se sabe, o Brasil foi o último país nas Américas a extinguir a escravidão, evidenciando a importância desta instituição nas ex-colônias portuguesas. Com o objetivo de fomentar e consolidar as redes de investigação neste campo, garantindo formas de difusão do conhecimento já produzido a esse respeito, a Secretaria de Cultura, através da Fundação Pedro Calmon, em parceria com o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP), com o Programa de Pós-Graduação em História da UFBA, o Programa de Pós-Graduação em História da UEFS e a Pró Reitoria de Extensão da UNEB realizarão no período de 3 a 5 de novembro de 2008, a primeira edição no país do Colóquio Trabalho Forçado Africano.

O Colóquio Trabalho Forçado Africano que o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) vem organizando desde 2004, visa a promoção do diálogo entre pesquisadores e a divulgação para o público em geral das modalidades do trabalho forçado africano, desde o século XVI até a atualidade.

Com um foco comparativo, o Colóquio pretende evidenciar como e porque o trabalho forçado africano – sob qualquer uma das muitas modalidades que revestiu – foi estruturante da maioria das sociedades da América e da África. Por isso, considera-se que as pesquisas concernentes a todas as áreas geográficas nas quais esta relação social se desenvolveu, da América do Norte ao Transvaal são pertinentes a este Colóquio.

O tráfico de escravos em larga escala marcou profundamente a história do continente africano e das ex-colônias portuguesas. Por conta desse tráfico, grandes contigentes populacionais foram lançados numa aventura involuntária para a Europa, o Caribe e as Américas. O tráfico, a escravização de africanos e o trabalho forçado no pós-emancipação constituíram fases de um processo com muitas continuidades.

Considerando que em quase toda a África ocidental e central o tráfico atlântico durou até a década de 1860, que sociedades escravagistas se desenvolveram no interior das áreas afetadas pelo tráfico e que pouco tempo depois se instalaram nessas regiões os novos poderes coloniais, pode-se falar de um trabalho forçado africano ininterrupto. É sabido que durante o século XX, as administrações européias adotaram nos seus territórios africanos uma extraordinária tolerância com a manutenção do trabalho compelido.

É razoável prever que um número elevado de investigadores brasileiros sobre o tráfico atlântico e as formas de trabalho forçado durante e depois da escravidão possam partilhar os resultados das suas pesquisas com colegas europeus e africanos no V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano. É também possível antecipar que, da perspectiva comparada, deverão igualmente esperar-se novas pistas de pesquisa, a explorar as temáticas do colóquio.

A realização do V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano – Brasil, 120 anos de abolição também possibilitará que se reúna, pela primeira vez, a rede EURESCL, acrónimo de um projecto euro-afro-americano para o estudo do trabalho forçado africano, que engloba o CNRS francês bem como as universidade de Hull, Porto (CEAUP), Dakar e Toronto. Assim como nos anos anteriores, o Colóquio ainda resultará numa publicação com textos nessa área do conhecimento.

 Fonte : funceb

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 Em 29 de setembro de 1908,  a literatura universal, perdia um  dos seus  mais brihates representantes, Joaquim Maria Machado de Assis. Desde a  mais tenra idade foi um obstinado na busca pelo conhecimento.

O menino  pobre, gago,epilético, e de ascendência negra  deixou sua marca registrada  como um dos maiores representates da literatura em língua portuguesa .  Sua condição social como o da maioria dos negros, em um Brasil escravista, não permitiu que ele tivesse acesso a uma educação convencional ou frequentasse  os melhores colégios. O que não o impediu de ser um dos principais fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Autodidata desde as primeiras letras,  Machado de Assis,  dominava o latim, o francês e mais tarde  o inglês,  um luxo reservado a uma pequena parcela da sociedade brasileira. 

Ainda muito jovem dedicou-se  a trabalhos cuja remuneração era   pequena ou nenhuma porém, foi a forma encontrada de estar próximo ao universo da literatura do teatro  e das artes de uma forma geral. 

 Dominou grande parte dos gêneros literários, porém  o realismo e o ficcionismo marcou  a melhor fase de sua obra.  Ao lançar Memórias Póstumas de Brás Cubas,  criou a fase realista  no Brasil . 

Por sua erudição, pela forma inovadora com uma  visão crítica e de  caráter universal, Machado de Assis,  destaca-se hoje  como um dos maiores  nomes da literatura universal.

 

 

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