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Archive for 6 de maio de 2009

 saberes, desenvolvimento e nações republicanas no século XXI. A conferência abrigará também o I Colóquio Internacional do NUPE e a I Reunião Científica do LEAD da Faculdade de Ciências e Letras – Campus de Araraquara – UNESP. Nessa II CONCLADIN debateremos com estudiosos e intelectuais de diversas nações africanas, bem como também teremos a oportunidade de conversar com pensadores de países de fora da África, além de podermos contar com um leque enorme de estudiosos nacionais. Local: Faculdade de Ciências e Letras – UNESP – Campus de Araraquara de 19 a 21 de maio.

http://www.fclar.unesp.br/cladin/programacao.php?id=cladin

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Uma das mais ricas manifestações folclóricas da Comunidade dos Arturos de Contagem é a festa da Libertação dos Escravos. Ela é marcada por encenações que retratam a época do cativeiro, culminando com apresentação, no Espaço Popular, da cena da quebra das correntes pelos escravos, após a assinatura simbólica da Lei Áurea. As atividades realizadas pela Comunidade dos Arturos contam com apoio da Prefeitura de Contagem que incluiu as comemorações no calendário oficial do município. Comunidade dos Arturos. Rua da Capelinha, 50, Jd. Vera Cruz – Contagem – Minas Gerais. Fones 9182-4413 e 9193-2336.

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  Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais, em Sacramento, no dia 14 de março de 1914. Vinda de uma família extremamente pobre, tinha mais sete irmãos e teve que trabalhar cedo para ajudar no sustento da casa. Por isso, estudou apenas até o segundo ano primário.sacramento

 

Na década de 30, mudou-se para São Paulo e foi morar na favela do Canindé. Ganhava seu sustento e de seus três filhos catando papel. No meio do lixo, Carolina encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada, em forma de diário.

Segundo Magnabosco, “mesmo diante todas as mazelas, perdas e discriminações que sofreu em Sacramento por ser negra e pobre, Carolina revela, através de sua escritura, a importância do testemunho como meio de denúncia sócio-política de uma cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade”.

Descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, repórter da Folha da Noite, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro Quarto de Despejo, que vendeu mais de cem mil exemplares. A obra foi prefaciada pelo escritor italiano Alberto Moravia e traduzida para 29 idiomas. Em 1961, o livro foi adaptado como peça teatral por Edi Lima e encenado no Teatro Nídia Lícia, no mesmo ano. Sua obra também virou filme, produzido pela Televisão Alemã, que utilizou a própria Carolina de Jesus como protagonista do longa-metragem Despertar de um sonho (inédito no Brasil).

Em 1963, Carolina publicou, pela editora Áquila, o livro Pedaços da Fome, com apresentação de Eduardo de Oliveira. Em 1965 publicou Provérbios.

Em 1977, durante entrevista concedida a jornalistas franceses, Carolina entregaria seus apontamentos biográficos, onde narrava sua infância e adolescência. Em 1982 o material foi publicado postumamente na França e na Espanha, sendo lançado no Brasil em 1986, com o título Diário de Bitita, pela editora Nova Fronteira.

Carolina foi uma das duas únicas brasileiras incluídas na Antologia de Escritoras Negras, publicada em 1980 pela Random House, em Nova York. Também está incluída no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis, publicado em Lisboa por Lello & Irmão.

Carolina faleceu em São Paulo, em 13 de fevereiro de 1977.

fonte:  http://www.acordacultura.org.br

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Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854. Aos 22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, no êxodo que ficou conhecido como diáspora baiana. No Rio, formou nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos.

Como todas as baianas da época, era grande quituteira. Começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Com tino comercial, também alugava roupas típicas para o teatro e para o carnaval.

Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum, no terreiro de João Alabá, na Rua Barão de São Felix, onde também ficava a casa de Dom Obá II e o famoso cortiço Cabeça de Porco. Em sua casa, as festas eram famosas. Sempre celebrava seus orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. Mas também promovia festas profanas, nas quais se destacavam as rodas de partido-alto. Era nessas rodas que se dançava o miudinho, uma forma de sambar de pés juntos, na qual Ciata era mestra.

A Praça Onze ganhou o apelido de Pequena África, porque era o ponto de encontro dos negros baianos e dos ex-escravos radicados nos morros próximos ao centro da cidade. Lá se reuniam músicos amadores e compositores anônimos. A casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, era a capital da Pequena África. Dos seus freqüentadores habituais, que incluíam Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, nasceu o samba. A música Pelo telefone foi o primeiro samba registrado, no final de 1916, e virou sucesso no carnaval de 1917.

As chamadas “tias” baianas tiveram um papel preponderante no cenário de surgimento do samba no Rio de Janeiro, no final do século XIX e início do XX. Além de transmissoras da cultura popular trazida da Bahia e sacerdotisas de cultos e ritos de tradição africana, eram grandes quituteiras e festeiras, reunindo em torno de si a comunidade que inundava de música e dança suas celebrações – as festas chegavam a durar dias seguidos. Nessa época, viviam Tia Amélia (mãe de Donga), Tia Prisciliana (mãe de João de Baiana), Tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana) e Tia Mônica (mãe de Pendengo e Carmen do Xibuca). Mas a mais famosa de todas foi Tia Ciata, em cuja casa nasceu o samba.

Em 1935, o então prefeito do Rio, Pedro Ernesto, legalizou as escolas de samba e oficializou os desfiles de rua. Antes disso, sem horário nem percurso fixo, o indispensável era que os grupos passassem pela Praça Onze, pelas casas das “tias” baianas. Elas eram consideradas mães do samba e do carnaval dos pobres. A casa de Tia Ciata era parada obrigatória, pois era a mais famosa e muito respeitada pela comunidade. Até hoje, as tias são representadas e homenageadas nos desfiles, pela ala das baianas das escolas de samba.

fonte: http://www.acordacultura.org.br

Para saber mais:
Silva, Lucia. Luzes e Sombras na cidade: no rastro do castelo e da Praça Onze. SP:PUC, 2002

Referências bibliográficas:

Moura, Roberto. Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro. FUNARTE, 1983
Cartilha Mulher Negra tem História, de Alzira Rufino, Nilza Iraci, Maria Rosa, 1987.
Oliveira, Eduardo (org). Quem é quem na negritude brasileira. São Paulo, Congresso nacional, 1998.
Lopes, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo, Selo Negro, 2004.

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Será realizado de 25 a 27 de maio o I Colóquio de Culturas

Africanas - Linguagem, Memória e Imaginário. 
O evento acontecerá na Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte, de 9h às 12h.
Com o apoio da UFRN, Núcleo Câmara Cascudo, Memorial
Câmara Cascudo e realização do Departamento de Letras - UFRN. 
http://www.ufrn.br/ufrn2/coloquioafricano

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En el marco de la iniciativa África Vive, la Avenida de la Constitución de Sevilla se viste con las fotografías en gran formato de la exposición Desvelos, de la fotógrafa camerunesa Angèle Etoundi Essamba, realizada en Zanzíbar.

Del 24 de abril de 2009 al 4 de junio de 2009 en Sevilla

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Del 27 de marzo de 2009 al 5 de junio de 2009 en Auditorio Nacional de Música de Madrid El tema principal de esta exposición son los instrumentos musicales y las danzas de Guinea Ecuatorial. La muestra, con un marcado carácter divulgativo y didáctico, muestra piezas que pertenecen a colecciones muy reconocidas internacionalmente, como es el caso de la colección privada de Iñigo de Aranzadi, probablemente la colección etnográfica privada sobre la etnia fang más importante del mundo. Ampliada por la excepcional colección del Museo Antropológico Nacional con piezas claves de las etnias bubi y ndowe, también reúne otras piezas sueltas cedidas por parte de colecciones privadas. Exposición comisariada por Isabela de Aranzadi y organizada por APADENA en la que colaboran el Auditorio Nacional de Musica, el Centro de Documentación de Música y Danza, Caja Madrid, la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo, los Ministerios de Cultura de España y de Guinea Ecuatorial, los Centros Culturales de Bata y Malabo, Apadena, Funeso y Casa África.

fonte:  Casa  Africa

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