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Posts Tagged ‘cultura africana’

Cantada em verso e prosa por grandes nomes do cancioneiro popular, retratadas  por  pintores, fotógrafos e escritores, a baiana do acarajé é a  figura mais tradicional da Bahia.

 

Simboliza e mantem viva a tradição de vender em seu tabuleiro os quitutes que possibilitaram no início de nossa história  garantir a  liberdade e a sua  subsitência.  Na maioiria das vezes,  todo o  ganho do dia era repassado para seus senhores, pois este ato simbolizava a compra de sua liberdade.

 

A baiana do acarajé simboliza a força da mulher guerreira que tem em suas mãos o poder de mudar seu destino, transformar sua realidade e ocupar um espaço na sociedade que lhes foi negado desde o início de nossa história.

 

O dia de hoje, 25 de novembro é dedicado a todas as mulheres guerreiras que começam o dia  ainda de madrugada com a árdua tarefa de  preparar o alimento que no final da tarde será apreciado por todos.

 

Um logo processo   é estabelecido entre o preparo e o degustar deste quitute. O acarajé é uma comida de tradição africana, que lá é  chamado de àkàrà, cujo significado é bola de fogo.

 

 A base do acarajé é  o feijão fradinho, que após ser moído,  tornando-se uma massa  bem fina e concosistente a qual é  acrescentada a cebola ralada e o sal, a massa  precisa ser batida pacientemente,  até que  obtenha um aspecto bastante cremoso.

 

Após esta epopéia começa outra igualmente dfícil, transportar seu tabuleiro, fogareiro e demais utensílios necessários. Sobem e descem  ladeiras, empurrando carinhos, enfrentando o sol e a chuva para mais um dia de trabalho.

Tabuleiro devidamente montado  inicia-se o ato final,  fritar o bolinho em um tacho de azeite de dendê.  A  primeira leva  do acarjé após ser frito é  oferecido a Exu, o guardião de todos os caminhos,  e aos demais orixás.

 

Este ritual é seguido religiosamente pelas verdadeiras baianas do acarajé,  que no início da tarde montam seus tabuleiros, para  alimentar e satisfazer o  paladar e o espírito  com este alimento sagrado.

 

 

 

 

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Espetáculo: Magia Negra

Foto: Octávio Remédios

 

 

Acontece até o dia 4 de setembro o Módulo de Circulação do Festival de Teatro Lusófono, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). No espaço Xisto Bahia, serão apresentados três espetáculos e duas oficinas de teatro e dança africanas, trazidas a Salvador.

Nesta segunda-feira dia 1, no espaço Xisto Bahia, às 10h acontecerá a abertura do evento quando acontece um bate-papo com os grupos Teatro Fórum de Moura (Moçambique e Portugal) e Companhia Teatro de Pesquisa Serpente (Angola), aberto a artistas e estudantes. 

 

Espetáculo: O esqueleto
Foto: Mariana Lança

 

As peças Magia Negra e O esqueleto do Cozinheiro Akli, do Teatro Fórum de Moura (Moçambique), e Nojo, do Grupo Teatro Pesquisa- Serpente (Angola) serão apresentadas no mesmo espaço.

 

Espetáculo: Nojo
Foto: António Custódio Cali

 

Com o intúito de criar um intercâmbio contínuo da produção teatral de língua portuguesa, além das apresentações, a ação viabiliza oficinas teatrais gratuitas ministradas pelos artistas africanos, voltadas para atores profissionais e estudantes de artes cênicas.

Prestigie este evento.

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