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Premiação com o objetivo de identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar preocupadas com a valorização da diversidade.

O prêmio “Educar para a Igualdade Racial”é uma parceria do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Diversidade/CEERT com o Grupo Santander Brasil e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR.

A iniciativa tem em como principal objetivo identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar preocupadas com a valorização da diversidade. A idéia é premiar iniciativas que tomem a valorização da diversidade como conteúdo essencial para o pleno desenvolvimento dos alunos e como estratégia para erradicação do racismo e do preconceito existentes na sociedade brasileira.

A abrangência do prêmio é nacional, destinando-se a professoras e professores, bem como à gestão escolar, nas modalidades educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e anos finais) e ensino médio.

Com a intenção de estimular a institucionalização de práticas pedagógicas preocupadas com o tema da diversidade étnico-racial, o prêmio contempla também ações na área da gestão escolar. Desta forma, pretende incentivar a implementação das diretrizes curriculares nacionais para educação das relações étnico-raciais e o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.

Na Bahia, a divulgação do Prêmio está sendo feita pelo CEAFRO. O CEAFRO é um programa de Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero, do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO/UFBA) que há 15 anos vêm atuando na área de educação antiracismo.

Neste sentido, o CEAFRO tem o prazer de convidar todos/as os/as parceiros/as da Imprensa para participar do lançamento do prêmio, que acontecerá no dia 23 de março, das 09 às 12h, no Auditório Milton Santos CEAO/CEAFRO; e das 14 às 17h no CMEI Cid Passos, em Coutos. Nos dois momentos, o lançamento contará com a presença de professoras, gestoras, órgãos governamentais ligados às temáticas do prêmio e representantes da sociedade civil.

As inscrições para o prêmio estão abertas até o dia 7 maio de 2010 e poderão ser feitas pela internet (www.ceert.org.br) ou pelos correios

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Edital Selo da diversidade étnico racial

A Semur irá apresentar a proposta desta política pública para o mundo empresarial, visando agregar mais empresas ao programa. A proposta é que até o final deste ano mais de 100 empresas adiram ao programa do Selo, através do Edital – 2009.

 

Várias pesquisas no país demonstram que homens e principalmente as mulheres negras encontram-se na base da pirâmide social brasileira. Em Salvador, cidade com maior contingente de afrodescendentes do país, esta situação é uma característica muito forte.

 

Este programa representa um importante avanço da Prefeitura de Salvador e tem como principal objetivo incentivar a diversidade racial em um dos campos de maior exclusão da população negra, o mercado de trabalho. As inscrições acontecem entre os dias 23 de outubro e 20 de novembro.

 

Objetivando transformar a realidade dos negros na sociedade, a Semur retomou o programa do Selo da Diversidade. Após a revisão do Plano de Trabalho elaborado pelas empresas e a constatação dos avanços alcançados por cada uma delas, os parceiros foram convocados a participar desta nova etapa para aprovação do Edital 2009.

 

Após algumas reuniões, palestras e debates com os parceiros, as empresas e o Comitê Gestor, bons ventos sopraram e neste curto espaço de tempo está sendo lançado o Edital de abertura do Selo da Diversidade 2009.

 

Os primeiros encontros foram provocados pela Semur para ativar a política pública do Selo com o Instituto Íris, ABRH-BA e Hélio Santos. Neste encontro foram pautadas novas metas e a reafirmação do compromisso em manter ativa esta política pública que fomenta a responsabilidade social das empresas, auxiliando na inclusão social dos afrodescendentes. Os encontros foram organizados com intuito de sensibilizar as empresas, organizações do terceiro setor e a sociedade civil que o Selo é uma política pública de valorização da diversidade étnico-racial e que pode ser uma porta de entrada para melhorar a imagem social das empresas.

 

Este projeto representa um diferencial no mercado de trabalho e é uma forma de alterar os dados atuais, sobre a ausência de trabalhadores afrodescendentes em posições estratégicas das empresas na cidade com maior população negra do país.

 

Histórico – O Selo da Diversidade Étnico-Racial, lançado em 2007, é uma parceria entre a Prefeitura de Salvador, através da Semur, a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-BA) e o Instituto de Responsabilidade e Investimento Social (Íris). O programa é uma peça com potencial em fomentar as empresas com a questão da responsabilidade social, além de ser uma política de valorização da diversidade étnico-racial para as empresas, organizações do terceiro setor e da sociedade civil.

 

No primeiro momento, 30 instituições aderiram ao selo e assumiram o compromisso de desenvolver ações de combate ao racismo no ambiente de trabalho. Além de elaborar o censo étnico-racial, as empresas criaram propostas de alteração da realidade de sub-representação de afrodescendentes em seus diversos níveis hierárquicos. Estas propostas foram analisadas por um Comitê Gestor, composto de organizações representativas do segmento governamental, empresarial e da sociedade civil. E, após a revisão de todos os trabalhos apresentados, foram feitas as alterações necessárias para melhorar o programa do Selo da Diversidade e está sendo lançado o Edital 2009.

 

TEMA: “Um Diálogo sobre a Responsabilidade Social e Empresarial e o Selo da Diversidade”

 

13h – Credenciamento

 

13:30h – Abertura

 

Palestras

 

14h – “Responsabilidade Social Empresarial e Competitiva”

 

Palestrante: Mario Nelson Carvalho – Vice-presidente da ANCEABRA

 

14:30h – “A importância da Diversidade nas Organizações”

 

Palestrante: Rosema Maluf – ACB – Associação Comercial da Bahia

 

15h – Apresentação do Selo da Diversidade Étnico-Racial da Cidade do Salvador

 

Palestrante: Ailton Ferreira – Secretário Municipal da Reparação

 

16h – “Case de Sucesso”

 

Palestrante: Dalila Caldas – Representante do Shopping Center Lapa

 

17h – Encerramento

 

Coquetel

 

Mais informações: (71) 4009-2629 / (71) 4009-2611

 

Adriana Ferreira

Jornalista

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Reportagem publicada na edição de 20/11/2008 do  Correio  da Bahia

 

Leonardo Nascimento, 10 anos, não hesita em responder sobre o que gosta na cultura africana. ‘Adoro a dança porque se assemelha com a brasileira’. Ele também sabe exatamente em qual liderança negra se espelha. ‘Queria ser o Barack Obama’. Já Ana Rita de Kássia, 12 anos, prefere as roupas e comidas da África. Igor Rego, também de 12 anos, não esconde sua predileção pela capoeira.

Welington Francisco, no entanto, diz que conhecer sobre o continente africano o ajudou a não julgar as pessoas pela cor. As distinções apresentadas pelos alunos – todos negros – do Colégio Municipal Maria Constança, na Mata Escura, são reflexos de uma crescente política de inclusão do ensino da história africana nas escolas da rede pública da Bahia.

 

Escola Municipal Maria Constança

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, a Lei 10.639 obriga a inclusão, no currículo oficial das escolas públicas e privadas, da temática história e cultura afro-brasileira. A implantação da lei é financiada com recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), mas cabe aos estados e municípios implementá-la nas escolas. Desde a sanção do dispositivo, o MEC já investiu cerca de R$12 milhões – entre produção De materiais e capacitação De professores. De acordo com a resolução, a disciplina deve ser ministrada de forma transversal inserindo-se em várias matérias sem, portanto, uma carga horária preestabelecida.

 

PIONEIRA Na Bahia, tanto a rede municipal como a estadual saíram na frente do país na aplicação da lei. As 411 escolas do município, segundo o coordenador geral da rede, Manoel Calazans, começaram a executar a lei em 2005. ‘Fomos a primeira capital do Brasil a colocar a norma em prática’. Além disso, explica, no mesmo ano, foram apresentados módulos com diretrizes para os professores. ‘É preciso explicar o que os docentes vão passar em sala de aula porque a formação deles não abrange as raízes africanas’.

 

Na rede estadual, a implementação Está um pouco mais lenta. De acordo com a coordenadora de diversidade negra, gênero e sexualidade da Secretaria de Educação da Bahia, Vilma Passos, a lei só começou a funcionar na Bahia a partir de 2008. ‘Iniciamos este ano a formação dos professores e alguns projetos pontuais para garantir o funcionamento da lei’, explicou. Ela prefere, no entanto, não arriscar quantas escolas da rede estadual implantaram de fato o ensino de cultura afro-brasileira. ‘Mas, ainda este mês, vamos formar 200 professores na área’, conta. Se na Bahia existem avanços na área, em outras localidades o cumprimento da lei ainda é tímido. O próprio MEC não sabe precisar ao certo quantas escolas efetivam a determinação. Para melhorar o quadro, o ministério lança ainda este mês o Plano Nacional de Implementação da Lei, com distribuição de material didático – orientando professores – e monitoramento das atividades.

 

Sistema precisa ser melhorado

A falha na aplicação da lei em alguns localidades do país é apontada pela professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UNB) e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Eliane Cavalleiro, como falta de planejamento do MEC. ‘Para aplicar qualquer política pública, são necessários recursos humanos e financeiros e isso não foi planejado com calma’, avalia. Isso resulta, para ela, numa ‘quebra sistemática’ da implantação da lei. ‘Ela (a lei) é fundamental para um processo de educação de crianças negras e brancas para que o preconceito possa ser eliminado gradualmente’, explicou.

 

O secretário municipal da Reparação, Sandro Correia, acredita que a lei deveria ser mais abrangente. ‘O ideal é que a formação dos profissionais também envolvesse a questão racial e gerasse um sistema de formação da cidadania’, indica.

Apesar dos resultados positivos na rede municipal, Calazans defende que é necessário que alguns pontos avancem. ‘Precisamos aumentar a a formação dos professores para garantir a contemplação da pluralidade’, explicou. Vilma também defende que o estado deverá avançar muito para alcançar um panorama satisfatório. ‘Estamos em um processo embrionário de implantação da lei, mas nos próximos anos a tendência é aumentar’, sinaliza.

 

 

 

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