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Posts Tagged ‘filmagem em salvador’

Por : PORTALDACULTURANEGRA

A nomeação da Professora  e  Socióloga Luiza  Helena Bairros,  pela presidenta  Dilma Rousseff ,  para dirigir  a Secretaria da Igualdade Racial,  nada mais é,  que a constatação e o reconhecimento do trabalho desenvolvido, não apenas durante o curto espaço de 2 anos em que esteve  à frente da Secretaria da Promoção e Igualdade Racial no Estado da Bahia, quando substituiu o então Secretário Luiz Alberto.

 

fotografia Salete Maso

Esta nomeação é fruto de um trabalho de longa data como militante do Movimento Negro, ao lado de grandes nomes como   Lélia Gonzales,  e do seu desempenho como professora da Universidade Federal do Estado da Bahia.

É motivo de grande alegria para todos que durante anos dedicam sua vida a defender e a lutar por  uma causa  sem desanimar e acreditando  na educação como única forma capaz de transformar o presente,  sem jamais esquecer os fatos tenebrosos do  passado que deve ser sempre lembrado, para jamais ser repetido  em momento algum na História.

Quando os mestres da Universidade, conseguem ocupar um cargo de elevado reconhecimento Nacional, certamente é porque todo um trabalho de base  foi levando em consideração, não trata-se simplesmente de uma escolha simbólica. Acreditamos  que  a Professora Luiza Bairros,  saberá conduzir seu cargo, com o mesmo rigor e competência que ao longo de seus 57  têm dedicado a causa do Movimento Negro.

O  Ano de 2011  entrou definitivamente para a História  do Brasil,  com uma presidenta no Comando da Nação e,  uma grande Pensadora  Negra, ocupando o posto de Ministra   que sabiamente  saberá diante dos muitos obstáculos e dos parcos recursos destinados à  sua pasta, construir um caminho mais esperançoso para o Povo Negro.

 

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O projeto Domingo no TCA, que desde 2007 apresenta grandes atrações na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) com ingressos (inteira) a R$ 1,00, volta a cartaz no próximo dia 14 de novembro, às 11h, trazendo artistas, instrumentistas, músicos, poetas, cantores e compositores convidados ao Sarau do João. Em paralelo, , das 12h às 18h, no Vão Livre, acontece a Feira de Livros “Vão das Letras”, que, em meio às comemorações do mês pelo Dia da Consciência Negra (20 de novembro), presta homenagem à literatura afro-brasileira, com a participação de escritores e poetas negros que estarão reunidos para celebrar a memória do líder Zumbi dos Palmares.

O Sarau do João é uma criação de João Américo, um dos especialistas mais respeitados e requisitados quando se trata de sonorização profissional.Seu nome, que virou sua marca, é sinônimo de excelência na comunicação do som, seja amplificando ou reunindo música nos palcos ou em casa. João é apaixonado por música e por músicos. Daí nasceu há 30 anos, o evento que reúne artistas e platéia de todos os gêneros: poetas, cantores, compositores e instrumentistas geniais que a Bahia possui, convidados pessoalmente por ele, para o “Sarau do João”.

Começou pequeno, como tudo que é bom. João diz: “Era só uma reunião de amigos músicos que eu chamava, mas a coisa era tão crítica que dependia de Regina, Dema e Tonzé (um amigo engenheiro). Se um deles faltasse, faltava um terço das atrações”. Com o decorrer dos anos, o “Sarau do João” virou um ponto de encontro da liberdade, inteligência e criatividade musicais e culturais de Salvador. Uma vez por mês, procede ao ritual dos convidados: “Alô, fulano (com a voz mansa que só), sábado tem Sarau, viu?” Aí, os fulanos de João, vão chegando em sua casa artística, na ladeira da Concha.

Mario Ulhoa convidou para este “Sarau do João”, relocado para a Sala Principal do TCA: Cinho da Mata, Alexandre Leão, Salete Souza, Claudia Cunha, Celo Costa, Maviael Melo, Xangai, Tom Tavares, Carlinhos Cor das Aguas, Mandaia, Daniel Veloso, Mauricio Peixoto, Milton Candeias, Duo Ambar, Dema e Regina, Roberto Carvalho, Joatan Nascimento, Dubinha e Mônica San Galo.

Vão das Letras

Em meio às comemorações do mês pelo Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Feira de Livros “Vão das Letras” começa sua programação às 12h30 com a apresentação de Giovane Sobrevivente e Grupo Choque Cultural, que irão recitar poemas ao som de percussão. Às 15h, ocorrerá a Conversa com o escritor, com José Carlos Limeira, escritor que Integra o Coletivo de Escritores Negros Brasileiros e participa da publicação Cadernos Negros, do Grupo QuilombHoje, em homenagem ao Novembro Negro.

O público poderá ainda conferir e comprar livros a preços reduzidos das livrarias: RV Quadrinhos e Mídia Louca. As editoras, Grupo Editorial Record, Edufba e os Sebos Cantinho da Pituba e Sebo da Praia também estarão presentes na Feira. Editoras e escritores independentes interessados em vender suas obras no local, devem procurar a CBaL para confirmar sua presença.

Realizada pelo do Núcleo do Livro, Leitura e Literatura da Fundação Pedro Calmon/SecultBa, em parceria com o Teatro Castro Alves e a Câmara Bahiana do Livro (CBaL), a feira foi criada com o objetivo de promover o livro e a leitura na cidade de Salvador, além de divulgar a literatura produzida na Bahia, a Feira vem se tornado ponto de encontro de escritores, poetas, livreiros, leitores e o público interessado em cultura. Para este mês, continua a presença de Sebos, que disponibilizarão livros a preços populares; venda de artesanato, Bazar da Rampa, estande para trocas de livros e BookCrossing.

Convidados – O escritor José Carlos Limeira tem trabalhos traduzidos em vários idiomas, objeto de teses e dissertações no Brasil e no exterior. Organiza recitais e coletâneas poéticas, tendo participado do Encontro de Escritores das Américas no Século XXI. Além de colaborar com vários jornais e revistas nacionais e estrangeiras, como o jornal Multicampi e as Revistas Administração Pública Vista e Revista, Conhecer e Revista do Cepaia. O Grupo Choque Cultural é um grupo de teatro que surgiu em 1994, no bairro de San Martins em Salvador, e tem como objetivo discutir a cidadania através da arte.
Serviço:

O quê: Domingo no TCA – Sarau do João
Onde: Sala Principal
Quando: 14 de novembro, domingo, às 11h
Ingressos (inteira): R$ 1,00 compra individual no dia do espetáculo, a partir das 9h no TCA, com acesso imediato do público.

O que: Feira de Livro Vão das Letras
Onde: No Vão Livre do Teatro Castro Alves – Campo Grande
Quando: Dia 14 de novembro (domingo), das 12h às 18h
Quanto: Grátis
Contato: (71) 3116-6677

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A Ilha do Pati,  situada na cidade de São Francisco do Conde, fica a aproximada 1h30 minutos de Salvador. É uma comunidade, formada por aproximadamente 18o moradores descendentes de escravos e que através da dança, da música e da culinária, preserva uma das mais belas manifestações culturais do Recôncavo Baiano.

As Paparutas, um grupo formado por mulheres de distintas  idades,  vestidas com roupas coloridas, tem a missão de manter viva a tradição de preparar pratos típicos da cozinha africana,  como o acarajé, caruru, frigideira de siri, moqueca de camarão, peixe frito e o feijão  fradinho.

Após  prepar as iguarias,  elas saem de casa dançando ao ritmo dos tambores  com os pratos na cabeça em direção a pequena praça, onde todos os moradores da comunidade, já as aguardam para começar a festa.

No centro da roda fica uma Paparuta vestida de branco,  dançando com uma  colher de pau na mão e um grande caldeirão. É ela  quem aprova ou não  os pratos, que lhe são apresentados pelas demais.  A   apresentação das Papaprutas,  atrai  moradores de diversas regiões de Salvador todos os anos.

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O ministro da Cultura e o presidente da Palmares participam da celebração

Foram realizadas de 30 de julho a 1º de agosto últimos as atividades comemorativas do centenário de um dos mais tradicionais templos de religião de matriz africana no Brasil: o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Comandado pela Yalorixá Stella de Oxóssi, a Mãe Stella, o santuário de candomblé, localizado no bairro de São Gonçalo, em Salvador (BA), é um dos seis terreiros instalados no País tombados pelo Ministério da Cultura.

Pioneiro na luta pela preservação de valores e identidades das religiões afro-brasileiras, o Ilê Axé Opô Afonjá comemora seus 100 anos de existência tendo no horizonte o sentido de preservação de um dos mais importantes terreiros da nação ketu do Brasil, bem como de respeito e tolerância pelas práticas religiosas de origem africana.

MINISTRO DA CULTURA – A abertura do ciclo de atividades ocorreu  às 19 horas do dia 30 de julho último, quando o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo, estará representando o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que, em virtude da agenda, só poderá participar das comemorações no domingo.

Da programação, consta a inauguração do busto de Mãe Aninha, fundadora e primeira Yalorixá do terreiro,  liderado, ao longo desses 100 anos, por quatro Yalorixás, além de Mãe Stella: Mãe Aninha, Mãe Bada, Mãe Senhora e Mãe Ondina. Integram ainda o rol de atividades, performances de dança, exibição de documentário, palestras e lançamento de publicações, de selo personalizado e carimbo comemorativo, pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT).

100 anos do Candomblé de São Gonçalo: E daí, nasceu o encanto!, título do evento, tem apoio do Ministério da Cultura e é realizado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Foi idealizado pela Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, e contou com o apoio da Fundação Cultural Palmares.

Foto Mario Cravo Neto/divulgação

Yalorixá Stella de Oxossi

Mãe Stella

Mãe Stella foi a primeira Yalorixá a publicar livros sobre o Candomblé no Brasil, dentre eles, E daí aconteceu o encanto (de 1988, em co-autoria com sua filha, Cléo Martins) eMeu tempo é agora (de 1993). Em 1999, recebeu a insígnia da Ordem do Mérito Cultural, um reconhecimento do Governo Federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacaram pelas contribuições à cultura brasileira.

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