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Posts Tagged ‘fotografia em salvador salete maso’

A Ilha do Pati,  situada na cidade de São Francisco do Conde, fica a aproximada 1h30 minutos de Salvador. É uma comunidade, formada por aproximadamente 18o moradores descendentes de escravos e que através da dança, da música e da culinária, preserva uma das mais belas manifestações culturais do Recôncavo Baiano.

As Paparutas, um grupo formado por mulheres de distintas  idades,  vestidas com roupas coloridas, tem a missão de manter viva a tradição de preparar pratos típicos da cozinha africana,  como o acarajé, caruru, frigideira de siri, moqueca de camarão, peixe frito e o feijão  fradinho.

Após  prepar as iguarias,  elas saem de casa dançando ao ritmo dos tambores  com os pratos na cabeça em direção a pequena praça, onde todos os moradores da comunidade, já as aguardam para começar a festa.

No centro da roda fica uma Paparuta vestida de branco,  dançando com uma  colher de pau na mão e um grande caldeirão. É ela  quem aprova ou não  os pratos, que lhe são apresentados pelas demais.  A   apresentação das Papaprutas,  atrai  moradores de diversas regiões de Salvador todos os anos.

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Estão abertas as inscrições para o seminário Outras Áfricas, promovido pelo Bando de Teatro Olodum. O evento vai ser realizado de 18 e 25 de agosto no Teatro Vila Velha, das 9 às 12 horas. E boa notícia, gente:  é gratuito e aberto ao público.

O seminário faz parte de um projeto homônimo realizado pelo Bando em parceria com o Fundo Nacional de Cultura.  O objetivo é  valorizar a herança africana e reconhecer a importância da cultura afro-brasileira para a identidade nacional.

Para acessar o local de inscrições on line clique aqui.  Também é possível se inscrever no Teatro Vila Velha (Passeio Público, Campo Grande).

Cada dia será abordado um tema por dois especialistas que vão interagir com a plateia. No dia 18, o tema será História da África e os convidados são Artemisa Odila Cande Monteiro, de Guiné Bissau, doutora em Sociologia e mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba e Antônio Cosme, mestrando em história pela Uneb e dono de larga experiência na formação de professores para aplicar a Lei 11.645/08 (que reformulou a 10.639/03 e estabelece a obrigatoriedade do ensino de História da África, Cultura Afro-Brasileira e História e Cultura Indígenas).

No dia 25 será a vez do tema Panorama da África Contemporânea com o professor Jacques Depelchin, natural do Congo e doutor em História da África e o professor Márcio Paim, mestrando em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba.

O seminário é uma ótima oportunidade para educadores interessados em África e temas ligados à cultura afro-brasileira. Imperdível, portanto.

Fonte: A Tarde

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A resistência africana à escravidão se manifestou sob as mais variadas formas. A revolta, apesar de freqüente, era somente uma delas. Este foi o mote da aula do curso Conversando com sua História, promovido pelo Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon do dia 16 de junho, com o historiador e escritor João José Reis, no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris). “Estamos falando de uma Bahia que testemunhou mais de 30 revoltas ou conspirações escravas”, contextualizou o palestrante. Durante a apresentação, João José falou sobre a vida de um africano liberto que circulou pela Bahia do século XIX, personagem principal do seu livro Domingos Sodré, um sacerdote africano e que era um exemplo de resistência escrava que pertencia a um estilo diferente das revoltas. Domingos Sodré era “uma figura contraditória, curiosa e carismática. Ele era um adivinho e fazia, segundo os termos da época, feitiçaria”. A definição do historiador serve para destacar uma das facetas de Sodré que costumava fazer serviços para escravos em troca de objetos retirados das casas dos senhores. “Ele era um sacerdote africano que tinha escravos. Além disto, fazia trabalhos para que os próprios escravos amansassem seus senhores”, ressaltou. O historiador estima que Sodré tenha chegado ao Brasil no início do século XIX, servido pelo menos 30 anos em um engenho e que tenha sido alforriado em 1836. No testamento que ele próprio escreveu em 1882, Sodré aparece como proprietário de duas casas e escravos. Mesmo tornando-se senhor de escravos, Sodré era também chefe de uma junta de alforria, emprestando dinheiro com altos juros para que os escravos comprassem a alforria. “A maioria dos escravos libertos iam viver na miséria. Alguns, entretanto, conseguiam ser senhores de escravo. Domingos Sodré conseguiu decifrar muito bem os signos da nossa cultura. Soube interpretar a psicologia senhorial que envolvia a ideologia do paternalismo”, finalizou. Apesar de permitir que escravos libertos chegassem a possuir outros escravos, a sociedade não lhes dava a cidadania. “Negro nascido do outro lado do Atlântico não podia almejar o poder político”, afirmou João José Reis. Doutor em História pela University of Minnesota (1982), o professor tem um vasto currículo e experiência na área de História do Brasil Império, pesquisando temas relativos à história social e cultural da escravidão, resistência escrava e movimentos sociais. João José Reis recebeu ainda a Comenda do Mérito Científico do Ministério da Ciência e Tecnologia e é Membro Honorário Estrangeiro Vitalício da American Historical Association. Seu livro A morte é uma festa recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Obra, categoria Ensaio, em 1992, e o Prêmio Haring da American Historical Association, em 1997, entre outros. CURSO – Com aulas gratuitas ministradas por importantes historiadores e pesquisadores, o curso Conversando com sua História, promovido desde 2002, pelo Centro de Memória, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secult, tem como objetivo promover a História da Bahia e se estende até o mês de outubro, sempre às terças-feiras. Os participantes que tiverem 75% de freqüência receberão certificado. Com a aula de João José Reis, o curso dá um intervalo e retorna no mês de agosto. Entre os temas que serão debatidos no segundo semestre estão: o trabalho visual de Pierre Verger, a trajetória do artista negro Mário Gusmão, o pensamento de Nina Rodrigues, a política de J.J. Seabra e Rui Barbosa, entre outros. Sepre com aulas gratuitas ministradas por especialistas.

Mais informações Centro de Memória: 31176030 /6050 ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676

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