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Lançamento de livro escrito pela yalorixá será amanhã. Foto: Rejane Carneiro

 Foto: Rejane Carneiro

Será lançado sábado dia 9 de maio de 2009 ,o livro a Resistência da Fé de Mãe Valnizia de Ayrá. O livro é uma  autobiografia  e narra  fatos de sua vida  . 

Será uma ótima oportunidade para que todos conheçam  a atuação da lider espiritual do Terreiro do Cobre, que vai completar  50 anos  no próximo domingo.

No domingo, o   jornal A Tarde, trará uma reportagem sobre  Mãe Valnizia, que iniciou sua vida espiritual aos 16 anos no Terreiro da Casa Branca.

Laçamento do livro.

Quando : dia 9 de maio de 2009 às 17h00

Local : Solar do Ferrão Pelourinho – Rua Gregório de Mattos ,45

 

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 Mariangela Nogueira | DivulgaçãoJoão José Reis lança livro nesta segunda, 22, na Livraria LDM

João José Reis lança livro nesta segunda, 22, na Livraria LDM

Desenterrar dos arquivos velhos imperiais a vida de um escravo negro que virou sacerdote, até então anônimo na historiografia brasileira, foi mais um trabalho primoroso do professor João José Reis, historiador catedrático da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Trata-se do livro Domingos Sodré: um sacerdote africano – Escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do século XIX, que o historiador lança, nesta segunda, dia 22, às 17 horas, na Livraria Multicampi LDM.
Com a reconstituição da vida de Domingos Sodré e de outros libertos, Reis mostra como escravos africanos conquistaram ascensão econômica, negociando e formando alianças sociais, tendo como armas os ritos trazidos de suas terras. O que a obra desvela é uma Bahia oitocentista com brechas à mobilidade social, apesar de ser predominantemente escravista.
  
Mas João José Reis também mostra, além da mobilidade, os mecanismos cruéis limitantes dela: as barreiras étnicas e raciais. “O caso de Sodré não é representativo dos libertos. A maioria deles vivia no limite da pobreza, nunca lograram a ascensão do personagem”, disse Reis. Segundo ele, para além da alforria, o negro liberto continuava a se defrontar com a sociedade dos livres. E isso também pesou na vida de Sodré. “Essa mobilidade não se traduziu em outros âmbitos da vida dele, não comprovou trânsito livre no mundo dos brancos”, explica.

SENHOR – Nascido na África, depois que veio para Salvador como escravo, Sodré conseguiu libertar-se de um senhor poderoso e virou, ele próprio, senhor de escravos. E a principal arma para  isso foi lançar mão da feitiçaria.

Serviço:

Lançamento do livro Domingos Sodré: um Sacerdote Africano – Escravidão, Liberdade e Candomblé na Bahia do Século XIX, de João José Reis | Segunda, 22, 17h | Livraria Multicampi LDM (71 2101-8007), Piedade, Centro  Salvador Bahia.

Fonte Jornal A Tarde

 

 

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Reportagem publicada na edição de 20/11/2008 do  Correio  da Bahia

 

Leonardo Nascimento, 10 anos, não hesita em responder sobre o que gosta na cultura africana. ‘Adoro a dança porque se assemelha com a brasileira’. Ele também sabe exatamente em qual liderança negra se espelha. ‘Queria ser o Barack Obama’. Já Ana Rita de Kássia, 12 anos, prefere as roupas e comidas da África. Igor Rego, também de 12 anos, não esconde sua predileção pela capoeira.

Welington Francisco, no entanto, diz que conhecer sobre o continente africano o ajudou a não julgar as pessoas pela cor. As distinções apresentadas pelos alunos – todos negros – do Colégio Municipal Maria Constança, na Mata Escura, são reflexos de uma crescente política de inclusão do ensino da história africana nas escolas da rede pública da Bahia.

 

Escola Municipal Maria Constança

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, a Lei 10.639 obriga a inclusão, no currículo oficial das escolas públicas e privadas, da temática história e cultura afro-brasileira. A implantação da lei é financiada com recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), mas cabe aos estados e municípios implementá-la nas escolas. Desde a sanção do dispositivo, o MEC já investiu cerca de R$12 milhões – entre produção De materiais e capacitação De professores. De acordo com a resolução, a disciplina deve ser ministrada de forma transversal inserindo-se em várias matérias sem, portanto, uma carga horária preestabelecida.

 

PIONEIRA Na Bahia, tanto a rede municipal como a estadual saíram na frente do país na aplicação da lei. As 411 escolas do município, segundo o coordenador geral da rede, Manoel Calazans, começaram a executar a lei em 2005. ‘Fomos a primeira capital do Brasil a colocar a norma em prática’. Além disso, explica, no mesmo ano, foram apresentados módulos com diretrizes para os professores. ‘É preciso explicar o que os docentes vão passar em sala de aula porque a formação deles não abrange as raízes africanas’.

 

Na rede estadual, a implementação Está um pouco mais lenta. De acordo com a coordenadora de diversidade negra, gênero e sexualidade da Secretaria de Educação da Bahia, Vilma Passos, a lei só começou a funcionar na Bahia a partir de 2008. ‘Iniciamos este ano a formação dos professores e alguns projetos pontuais para garantir o funcionamento da lei’, explicou. Ela prefere, no entanto, não arriscar quantas escolas da rede estadual implantaram de fato o ensino de cultura afro-brasileira. ‘Mas, ainda este mês, vamos formar 200 professores na área’, conta. Se na Bahia existem avanços na área, em outras localidades o cumprimento da lei ainda é tímido. O próprio MEC não sabe precisar ao certo quantas escolas efetivam a determinação. Para melhorar o quadro, o ministério lança ainda este mês o Plano Nacional de Implementação da Lei, com distribuição de material didático – orientando professores – e monitoramento das atividades.

 

Sistema precisa ser melhorado

A falha na aplicação da lei em alguns localidades do país é apontada pela professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UNB) e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Eliane Cavalleiro, como falta de planejamento do MEC. ‘Para aplicar qualquer política pública, são necessários recursos humanos e financeiros e isso não foi planejado com calma’, avalia. Isso resulta, para ela, numa ‘quebra sistemática’ da implantação da lei. ‘Ela (a lei) é fundamental para um processo de educação de crianças negras e brancas para que o preconceito possa ser eliminado gradualmente’, explicou.

 

O secretário municipal da Reparação, Sandro Correia, acredita que a lei deveria ser mais abrangente. ‘O ideal é que a formação dos profissionais também envolvesse a questão racial e gerasse um sistema de formação da cidadania’, indica.

Apesar dos resultados positivos na rede municipal, Calazans defende que é necessário que alguns pontos avancem. ‘Precisamos aumentar a a formação dos professores para garantir a contemplação da pluralidade’, explicou. Vilma também defende que o estado deverá avançar muito para alcançar um panorama satisfatório. ‘Estamos em um processo embrionário de implantação da lei, mas nos próximos anos a tendência é aumentar’, sinaliza.

 

 

 

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