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Posts Tagged ‘população negra’

Netinho de Paula, foi  o terceiro vereador mais votado da cidade de São Paulo, com 84.406 votos. 

Netinho se destacou no cenário nacional como integrante do grupo Negritude Jr. em 1986. Além de sua atuação como cantor, se dedicou a outras atividades ligadas ao cenário cultural.

 

 Como apresentador, comandou na rede Record o Progama Domingo da Gente, onde criou  um quadro chamado dia de Princesa, onde valorizava a beleza e propiciava que o sonho de meninas da periferia  se tornasse realidade, inserindo-as em um universo totalmente diferente do habital, incentivando e demonstrando que é possível transformar sonhos em realidade.

 

Empresário de successo e comprometido com questões sociais e também no que diz respeito a valorização e promoção da cultura negra,  Netinho  criou o  Instituto Casa  da Gente, que atende aproximadamente 1200 crianças  e adolescentes de uma das regiões mais carentes da cidade de São Paulo em Carapicuíba. 

 

Também desenvolve produtos e serviços voltados para a população negra, que representa grande parte da população brasileira e  que, no entanto , ainda se encontra distante do mercado de consumo de bens de serviços e  produtos.

 

Desejamos que nesta nova etapa de sua vida, como representante da população negra, na câmara de vereadores de São Paulo em 2009,  possa trabalhar na construção de politicas públicas que possibilite uma inserção cada dia maior da população negra.

Axé!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                        

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Teodoro Fernandes Sampaio,  foi  engenheiro, geógrafo e historiador. Nasceu em 1855 no Engenho Canabrava, pertencente ao Visconde de Aramaré, hoje pertencente ao município baiano de Teodoro Sampaio (Bahia). Era filho da escrava Domingas da Paixão do Carmo e do engenheiro Antonio da Costa Pinto, no entanto seu tio o padre Manuel Fernandes Sampaio se incumbio de sua educação  Ainda em Santo Amaro estuda as primeiras letras no colégio do professor José Joaquim Passos. É levado, em 1864 para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, onde estuda no Colégio São Salvador e, em seguida, ingressa no curso de Engenharia do Colégio Central. Ao tempo em que estuda leciona nos Colégios São Salvador e Abílio, do também baiano Abílio César Borges (Barão de Macaúbas), sendo ainda contratado como desenhista do Museu Nacional.

Formou-se em 1877, quando finalmente volta a Santo Amaro, na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando, no ano seguinte, a carta de alforria de seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel (1882) e Matias (em 1884). Por ser filho de branco, Sampaio nunca fora um escravo. Em 1879 integra a “Comissão Hidráulica”, nomeada pelo imperador Dom Pedro II, sendo o único engenheiro brasileiro entre estadunidenses. A convite de Orville Derby, que conhecera na expedição aos sertões sanfranciscanos, participa de nova comissão que realiza o levantamento geológico do Estado de São Paulo (1886).

Antes havia realizado o trabalho de prolongamento da linha férrea de Salvador ao São Francisco (1882). No ano seguinte é nomeado engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco, que deixa quando do convite de Derby para ir a São Paulo. Ali, dentre outra realizações, participa em 1990 da Companhia Cantareira (engenheiro-chefe), é nomeado Diretor e Engenheiro Chefe do Saneamento do Estado de São Paulo (de 1898 a 1903). Participou da fundação da Escola Politécnica, junto a Sales Oliveira e ao Coronel Jardim.

Foi, em 1894, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (1898), que presidiu em 1922; sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1902). Em 1912 presidiu o V Congresso Brasileiro de Geografia.

Teodoro Sampaio, que nasceu negro e filho de escrava, foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo. Engenheiro por profissão, legou-nos uma bibliografia de vasta erudição geográfica e histórica sobre a contribuição das bandeiras paulistas à formação do território nacional, entre outros temas. É formidável sua sofisticação na percepção da importância dos saberes indígenas (caminhos, mas não só) na odisséia bandeirante. Igualmente digna de consideração foi sua contribuição ao estudo de vários rios brasileiros, de pinturas rupestres em sítios arqueológicos nacionais, do tupi na geografia brasileira e da geologia no País. Neste campo, a geologia brasileira, participou de momentos marcantes, como a expedição de Orville Derby ao vale do rio São Francisco e de comissões específicas. Além disso, foi grande amigo de Euclides da Cunha, e auxiliou o escritor com conhecimentos sobre o sertão baiano na elaboração de Os Sertões.

Seu nome figura na memória intelectual do País ao lado de Capistrano de Abreu, Joaquim Nabuco, Nina Rodrigues e outros do mesmo patamar. Em sua memória, foram batizados dois municípios brasileiros (na Bahia e em São Paulo) e também uma importante rua da cidade de São Paulo.

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