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Fonte: Fundação Palmares

Jorge da Silva nasceu em 1937 e se popularizou com um dos grandes nomes da produção cinematográfica afro-brasileira no Brasil. Sua carreira começou nas peças do Centro Popular de Cultura da UNE e se encorpou no cinema, no qual se tornou um dos maiores expoentes da cultura afro-brasileira. Estreou em 1962, em “Cinco Vezes Favela”, um dos no marcos do Cinema Novo. Fundador do Centro Afro Carioca de Cinema, Zózimo realizou três curtas, cinco medias e um longa-metragem, todos com foco na cultura afro descendente e na luta contra as desigualdades.

Fez mais de 30 filmes, incluindo clássicos como “Terra em transe”, de Glauber Rocha”, “Compasso de espera”, de Antunes Filho” e “Grande sertão”, de Geraldo Santos Pereira. Seu filme mais conhecido, no entanto, é um documentário de 1988 intitulado “Abolição”, com entrevistas de personalidades sobre o centenário da abolição.

O apresentador Chacrinha o chamava de “o negro mais bonito do Brasil”. Em 1969, Bulbul foi par romântico de Leila Diniz na novela “Vidas em conflito”, da TV Excelsior”. O escândalo fez com que a censura da ditadura militar vetasse a novela. Aproveitando-se da polêmica, o estilista Dener convidou Zózimo para desfilar, tornando-o o primeiro manequim de uma grande grife brasileira.

Em 1974, estreou como diretor com o curta em preto e branco “Alma no Olho”, uma reflexão da identidade negra por meio da linguagem corporal. Zózimo aproveitara os negativos que sobraram do filme de Antunes Filhos para rodar seu curta-metragem. Os integrantes da censura achavam que a obra tinha tom “subversivo” e o chamaram para depor. Perguntaram sob ordem de quem ele havia feito tão sofisticado, imaginando que chegariam a uma complexa mente comunista. “Sob ordens do amigo e poeta Vinicius de Moraes”, respondeu Zózimo. Em 2010, a convite do governo do Senegal, Zózimo fez o média- metragem “Renascimento Africano”, que mostra o país nas comemorações dos seus 50 anos de independência.

Bulbul morreu no dia 24 de janeiro de 2013, aos 75 anos, no Rio de Janeiro.

 

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As comunidades quilombolas tocantinenses Pé do Morro, Projeto da Baviera, Dona Juscelina, Grotão, Cocalinho e arredores, receberão a partir desta sexta-feira, 28, toda a magia da literatura de cordel, por meio de palestras educativas antidrogas do cordelista Júnior Brasil e distribuição de livretos de cordel, em Santa Fé do Araguaia, região Norte do Estado.

A ação é fruto do Projeto Cordel nas Comunidades Quilombolas, uma realização da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, por meio da Superintendência de Proteção dos Direitos Humanos e Sociais, Diretoria de Proteção dos Direitos das Etnias e Minorias e Coordenadoria dos Afrodescendentes, com apoio da Superintendência de Ações sobre Drogas e Fundo Estadual sobre Drogas.

O projeto contemplará as 27 Comunidades Quilombolas do Tocantins, reconhecidas como remanescentes de quilombos pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura. O objetivo maior é levar conscientização antidrogas aos jovens quilombolas e aos seus pais, através de ações preventivas e educativas para o combate às drogas. E o método escolhido foi o cordel, uma forma divertida e diferente de mostrar à juventude os perigos que elas trazem.

O cordelista Júnior Brasil, autor de livretos de cordéis, pretende contribuir com os representantes das Comunidades Quilombolas e os técnicos que atuam junto a elas para fomentar o protagonismo infanto-juvenil, a vivência da cidadania com dignidade e o fortalecimento dos laços familiares, comunitários e socioculturais como forma de prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas ilícitas.

Além disso, a Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos e sua equipe técnica estarão aplicando questionários em todas as comunidades quilombolas, no intuito de obter dados para um diagnóstico preciso sobre o perigo das drogas nas comunidades, o que permitirá a realização de futuros projetos na área.

http://negroemdebate.com.br

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Debate alusivo ao 25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, acontece em 29/07, através de vidoconferência às 10h, com participantes nos 27 Estados da Federação

Para marcar o 25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade (SEPPIR) realizará uma videoconferência em 29 deste mês, a partir das 10h. O debate envolverá mulheres negras das 27 capitais em torno do tema: “Participação da mulher negra nas conferências nacionais”. A geração será iniciada às 10h, a partir da sede do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), parceiro da iniciativa responsável também pela rede receptora nas capitais brasileiras.

A ministra da SEPPIR, Luiza Bairros, dirigirá o debate que será transmito ao vivo pela TV NBR e terá link para participação pela internet. Os pontos de recepção nas unidades das capitais também serão divulgados.

Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha
A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana, quando estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta as condições de opressão de gênero e étnico-raciais em que vivem estas mulheres.

O objetivo da comemoração do 25 de julho, portanto, é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

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Secretário Calendário

Com o objetivo de apresentar o projeto de criação de um calendário, um filme e um livro baseado na história da “Revolta dos Búzios”, o cineasta Antônio Olavo esteve na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), na última quinta-feira, dia 21 de julho, em reunião com o secretário Elias de Oliveira Sampaio.

Com mais de seis anos de pesquisa sobre o acontecimento histórico, que também ficou conhecido como “Revolta dos Alfaiates”, Olavo comentou que nesses 35 anos de profissão, suas obras sempre foram alicerçadas nas vivências do povo negro. “Meu trabalho sempre faz um recorte na história negra e popular. É fundamental você conhecer sua trajetória de luta por liberdade, independência e justiça”.

“Vale ressaltar o recente gesto grandioso da presidenta Dilma Rousseff que sancionou a Lei 12.391 determinando a inscrição no Livro dos Heróis Nacionais dos nomes desses quatro mártires da Revolta dos Búzios (João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino e Luís Gonzaga), que passaram então a integrar o Panteão dos Heróis Nacionais”, foi com essas palavras que diretor de cinema enalteceu o fato que ocorreu no início deste ano, no dia 4 de março de 2011.

A pesquisa aprofundada dos acontecimentos históricos relacionados à comunidade negra sempre nortearam o documentarista baiano que já dirigiu os seguintes filmes: Paixão e guerra no sertão de Canudos (1993), Quilombos da Bahia (2004) e Abdias do Nascimento memória negra (2008).

“O legado do trabalho de Olavo é incomensuravelmente representativo, pois é necessário que a sociedade civil tenha conhecimento da nossa história, contribuindo assim, para a construção de uma política de promoção da igualdade racial mais eficaz”, salientou Elias.

Fonte: Ascom Sepromi

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Durante 13 anos, o bloco tinha o intuito de exaltar a beleza da cultura afro-brasileira, prestando homenagens a artistas locais. Esse ano, a pedido da comunidade do Pau Miúdo, o bloco pretende focar na importância intelectual e militante do movimento negro, e ninguém melhor do que o professor, historiador, Dr. Ubiratan Castro de Araújo, atual diretor da Fundação Pedro Calmon/SecultBA.

 

“Fiquei muito feliz e lisonjeado pelo convite não só por saber da importância destas entidades para a cultura baiana, mas também por ter sido um desejo da comunidade. É graças à atuação dos blocos afros que está sendo mantida toda diversidade e riqueza das heranças africanas no Carnaval da Bahia”, disse Ubiratan.

 

Foto: divulgação

O currículo acadêmico do professor, que já foi homenageado diversas vezes, em 2006 com a  Medalha Zumbi dos Palmares, pela Câmara Municipal de Salvador, é tão grande quanto a importância dele para a cultura afro-brasileira. Graduado em História pela Universidade Católica do Salvador (1970) e em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1971). Ubiratan fez mestrado em História na Université de Paris X, Nanterre (1973) e doutorado em História na Universite de Paris IV (Paris-Sorbonne) (1992).

 

O bloco, que foi fundado em 1992, por um grupo de amigos compositores, entre eles, Josué do Babá – diretor do bloco, Walter Garrincha e Beto Jamaica, tem como propósito, ações sociais que desenvolvem trabalhos com crianças em situações de riscos, além de contribuição para construção de uma identidade e elo de fortalecimento da educação, cultura e tradições afro-brasileiras.

 

O bloco integra o Carnaval Outro Negro, programa de fomento da Secretaria Estadual de Cultura-SecultBa, que apóia financeiramente as entidades carnavalescas de matriz africana do Carnaval baiano. Em 2011, 138 agremiações serão beneficiadas.

 A banda afro B.COA promete levar alegria e muita música aos fuliões na sexta de Carnaval, 04 de março, saindo da Praça da Sé, a partir dàs 20h.

Para adquirir a fantasia do bloco, basta trocar 1kg de alimento não perecível e mais R$ 10,00, na sede da agremiação, localizada na Rua Santa Luiza, no 44, bairro do Pau Miúdo. Os alimentos serão doados para uma creche da própria comunidade.

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O Centro Histórico de Salvador vai sediar o primeiro Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) do país. Não poderia ser diferente, pois Salvador é conhecida como a capital negra do Brasil.

 

 Os dois edifícios da década 1920, que já foi sede do Tesouro e do antigo pronto-socorro municipal, está sendo restauradado para abrigar fatos históricos da cultura afro-brasileira.

O Ministério da Cultura está investindo com R$ 10 milhões para a construção da Muncab, sendo que a primeira parcela já foi liberada no valor R$ 3,8 milhões.

 

 

O futuro diretor, José Carlos Capinan, afirma que o valor não é suficiente, que é necessário o dobro para finalizar o projeto, mas que dá para retomar as obras e começar a adquirir o acervo do museu.
África pré-colonial, os fluxos migratórios, a escravidão e a abolição, os movimentos de resistência e as contribuições africanas à cultura brasileira serão os temas básicos do projeto museográfico, explica Capinan.

A partir de 2012, o museu vai sediar a Bienal da Diáspora Afro-Atlântica, abordando a cultura dos vários países que receberam influências da África.

 

 

Vamos aguardar e torcer para que o Muncab fique pronto o quanto antes.

E viva a cultura afro-brasileira!

 

 

http://www2.uol.com.br/historiaviva

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Estão abertas as inscrições para o seminário Outras Áfricas, promovido pelo Bando de Teatro Olodum. O evento vai ser realizado de 18 e 25 de agosto no Teatro Vila Velha, das 9 às 12 horas. E boa notícia, gente:  é gratuito e aberto ao público.

O seminário faz parte de um projeto homônimo realizado pelo Bando em parceria com o Fundo Nacional de Cultura.  O objetivo é  valorizar a herança africana e reconhecer a importância da cultura afro-brasileira para a identidade nacional.

Para acessar o local de inscrições on line clique aqui.  Também é possível se inscrever no Teatro Vila Velha (Passeio Público, Campo Grande).

Cada dia será abordado um tema por dois especialistas que vão interagir com a plateia. No dia 18, o tema será História da África e os convidados são Artemisa Odila Cande Monteiro, de Guiné Bissau, doutora em Sociologia e mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba e Antônio Cosme, mestrando em história pela Uneb e dono de larga experiência na formação de professores para aplicar a Lei 11.645/08 (que reformulou a 10.639/03 e estabelece a obrigatoriedade do ensino de História da África, Cultura Afro-Brasileira e História e Cultura Indígenas).

No dia 25 será a vez do tema Panorama da África Contemporânea com o professor Jacques Depelchin, natural do Congo e doutor em História da África e o professor Márcio Paim, mestrando em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba.

O seminário é uma ótima oportunidade para educadores interessados em África e temas ligados à cultura afro-brasileira. Imperdível, portanto.

Fonte: A Tarde

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