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A secretária para Assuntos de Educação e Cultura da Embaixada Britânica no Brasil, NeneNne Iwuji Eme, se reuniu com o secretário de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia, Elias Sampaio,para acordar uma parceria com o objetivo de incluir baianos no programa mundial de bolsas de estudo do governo britânico, o Chevening.

O programa é financiado pelo Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido (FCO) e organizações parceiras. As bolsas Chevening são complementares a outros programas ofertados atualmente pelo Governo Federal, como o Ciência sem Fronteiras, e são  financiadas pelo governo britânico em qualquer universidade da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Segundo a secretária, a expectativa é aproximar as relações da Embaixada Britânica com a Bahia e diversificar os grupos de estudantes que realizam os intercâmbios nas instituições de ensino do Reino Unido. “Queremos ter diversidade de alunos. A maioria deles é do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Temos poucos negros, poucas mulheres e pouca diversidade”, afirmou.

O secretário Elias Sampaio, mostrou-se interessado com as informações sobre o programa de bolsas de estudos e se comprometeu a articular um memorando de entendimento e termo de cooperação técnica para ser celebrado entre o Governo da Bahia e a Embaixada Britânica.

A Sepromi se comprometeu a estudar formas de  ajudar os estudantes a manterem-se no país estrangeiro. “Ficamos muito satisfeitos e vamos nos empenhar para que tenhamos essa parceria firmada o mais rápido possível. Entendemos que políticas públicas são resultados de ações coletivas e precisamos sempre ter políticas públicas de empoderamento do povo negro”, destacou o secretário Elias Sampaio.

Na reunião, a estrutura da Sepromi foi apresentada à secretária britânica, assim como as atividades desenvolvidas, as coordenações existentes e o público para o qual o órgão atende. O secretário Elias Sampaio pontuou ainda as ações emblemáticas articuladas ou elaboradas pela Sepromi em sete anos de existência, como a criação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa; os editais Novembro Negro e Agosto da Igualdade; e a criação do Polo Regional de Promoção da Igualdade Racial, no oeste baiano; a instituição da Lei 12.910/2013, pelo governo da Bahia ,dentre outras.

Ambos os secretários conversaram ainda sobre o racismo institucional e citaram o desafio em desenvolver políticas públicas para reverter esse problema. “Trouxemos exemplos de Londres para construir o Programa de Combate ao Racismo Institucional”, comentou Elias Sampaio.

As bolsas de estudo Chevening são concedidas a estudantes de destaque e com potencial de liderança para um programa de mestrado de um ano em qualquer área e em qualquer universidade do Reino Unido. A parceria com o Brasil existe desde 1938, segundo a secretária da Embaixada Britânica.  Há, atualmente, mais de 41 mil graduados do Chevening pelo mundo, compondo uma rede global.

A Sepromi celebrou este ano uma parceria com o Condado de Fulton, localizado na cidade de Atlanta, no Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, com o objetivo de desenvolvas a cooperação nas áreas de cultura; arte; saúde pública; desenvolvimento da juventude e educação e desenvolvimento econômico e turístico. A parceria entre as universidades de Atlanta e o Governo da Bahia se oficializou também por meio de um memorando de entendimento e termo de cooperação técnica.

 Fonte: SEPROMI

Fonte : A Tarde

Colar, assento em uma cadeira e título de “imortal”. O rito realizado tantas vezes na Academia de Letras da Bahia (ALB) e que, nesta quinta-feira, 12, começa às 20 horas, terá um sabor especial para o povo de candomblé.

Pela primeira vez, nos 96 anos da instituição, uma ialorixá ocupará uma vaga na ALB. A protagonista deste marco histórico é Maria Stella de Azevedo Santos, 88 anos, líder do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos mais tradicionais terreiros do Brasil.

Mãe Stella é a primeira mulher negra a conquistar uma vaga na academia. Além de todos estes pioneirismos, ela vai ocupar a cadeira nº 33, que tem como patrono um abolicionista: Castro Alves.

E mais: o último ocupante da vaga foi o historiador Ubiratan Castro de Araújo, um intelectual combativo na luta contra o racismo.

“Minha mãe Stella tem uma particularidade: não necessitou sair de sua literatura pessoal, da sua experiência de sacerdotisa para galgar esta posição. Ela não precisou de articulações literárias complexas e inadequadas para ganhar o título com que representa todos nós”, diz o historiador e religioso do candomblé, Jaime Sodré.

Manifesto - Com a chegada de Mãe Stella, a ABL também abre as portas para a representante de uma religião que luta contra os efeitos de um preconceito histórico.

Há apenas 37 anos os terreiros tinham que ir à polícia pedir autorização para realizar seus ritos. Desde então vêm reiterando suas ações em busca do respeito para o qual Mãe Stella contribuiu de forma particular.

Em 1983, ela esteve à frente da elaboração de um manifesto que conclamava os membros de candomblé a assumir a sua religião e pedia o afastamento da prática do sincretismo e de vincular seus ritos ao catolicismo.

Foi uma ação de afirmação. “Para mim é assim. Minha história tem sido marcada pelo trabalho, ou seja, aquilo que eu acho que têm que ser feito”, afirma Mãe Stella.

O manifesto tem mostrado frutos, principalmente em uma nova geração de lideranças religiosas.

“Eu, que ainda não havia assumido a liderança do Terreiro do Cobre, fiquei feliz de descobrir que pensávamos do mesmo jeito sobre o mesmo tema”, diz a ialorixá Valnizia Pereira de Oliveira.

Autora dos livros Resistência e Fé (2009) e Aprendo Ensinando (2011), Mãe Valnizia analisa a chegada de Mãe Stella à academia de letras como um incentivo para aqueles que, como elas, estão usando a literatura para transmitir sua experiência religiosa.

“Não é para contar segredos, mas mostrar o que a gente ensina e ao mesmo tempo aprende. Esta conquista de Mãe Stella representa a luta e resistência de líderes religiosas que vieram antes”.

Aplausos - O mesmo aponta o tata de inquice Anselmo dos Santos, líder religioso do Terreiro Mokambo. “Esse título é um reconhecimento ao candomblé e contempla todos nós”, diz.

As impressões da importãncia da atuação de Mãe Stella vindas dos que a conhecem de forma mais pública são reforçadas por quem convive de perto com ela.

“É uma orientadora, uma pessoa a quem se pode pedir conselhos. É excepcional”, afirma o ogã José Ribamar Daniel, presidente da Sociedade Cruz Santa do Ilê Axé Opô Afonjá, que é a representação civil do terreiro.

A admiração também vem dos colegas da academia. “É mais do que justa essa homenagem à escritora Maria Stella. É uma pessoa que tem um grande conhecimento e que vai nos trazer a visão de outra realidade”, diz a escritora Myriam Fraga.

A ativista africana Leymah Gbowee, Prêmio Nobel da Paz em 2011, desembarca na capital baiana nesta terça-feira (10) para participar do projeto Fronteiras do Pensamento, às 20h30, no Teatro Castro Alves.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi-BA), antes da conferência, a liberiana conhecerá o Centro Histórico de Salvador, onde visitará, às 15h, a sede do Olodum, entidade que trabalha no resgate e valorização da cultura afro.

Em seguida, às 16 horas, a ativista que mobilizou centenas de mulheres na luta pela paz na Líbéria, seguirá para a Senzala do Barro Preto e escola experimental do Ilê Aiyê para encontro com a comunidade local do bairro da Liberdade.

As visitas às entidades culturais afro-brasileiras foram articuladas pela Sepromi, “por entender como importante o intercâmbio da ativista com as entidades que preservam, fortalecem e valorizam a cultura afro”.

Projeto - Ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2011, (ao lado da sua compatriota e atual presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaef, e da jornalista iemenita Tawakkul Karman), Leymah Gbowee realiza conferência para o público baiano dentro do projeto educativo e cultural Fronteiras do Pensamento 2013, apresentado em diversas capitais brasileiras.

Conhecida no cenário internacional como “Guerreira da Paz”, Leymah iniciou o movimento feminino contra a opressão do ditador Charles Taylor e pelos direitos das mulheres na Libéria convocando uma greve de sexo, para atrair os homens contrários à guerra – porém omissos – para as discussões de paz, e também chamar atenção da opinião pública.

Durante a Guerra Civil ela se especializou em enfermagem, trabalhando na recuperação de soldados mutilados. Após o conflito a ativista se formou em Psicologia Pós-Trauma, nos Estados Unidos, para ajudar mulheres violentadas. A edição Fronteiras do Pensamento Salvador é patrocinada pela Braskem e Governo do Estado da Bahia através do Faz Cultura. Os ingressos custam R$ 20 (inteira).

fonte:Correo Nago

“Se os jovens não estiverem sintonizados com esse momento, se não perceberem que existem políticas que garantem o seu acesso a oportunidades como o ingresso nas universidades, todo esse esforço estará comprometido”, declarou a Ministra Luiza Bairros na abertura da III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Sergipe no dia 28 de agosto. O evento reuniu cerca de 250 pessoas e teve apresentações do grupo Axé Quizomba, e um toré dos índios Xakó do alto sertão sergipano, região que faz fronteira com o estado de Alagoas.

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Fotografo: Salete Maso/www.masomultimidia.com.br

“É certo que, da forma como o Brasil se desenvolve hoje, se não assegurarmos a entrada principalmente dos mais jovens nessas oportunidades, continuaremos sem ter lugar no desenvolvimento brasileiro”, disse ainda a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR).

As afirmações foram feitas em meio à análise da conjuntura em que se dá a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a III Conapir, que reunirá convidados, autoridades, parlamentares e cerca de 1,2 mil delegadas e delegados em Brasília, de 5 a 7 de novembro, para ampliar as discussões iniciadas nas etapas municipais e estaduais em torno do tema Democracia e desenvolvimento sem racismo: por um Brasil afirmativo.

Oportunidades
 - A chefe da SEPPIR falou sobre as oportunidades criadas pelo governo federal para a população jovem, destacando o Universidade para Todos e o Fies, programas que oferecem bolsa de estudo e financiamento para jovens negros acessarem o ensino superior, inclusive em instituições particulares. “De cerca de um milhão de bolsas distribuídas pelo ProUni, aproximadamente 50% foi para estudantes negros. Do mesmo modo, com a Lei de Cotas, sancionada pela presidenta Dilma em 2012, teremos condições de ter uma entrada média de 50 mil estudantes negros por ano nas universidades até 2016”, afirmou.

Além das oportunidades para a juventude negra, a ministra trouxe outros exemplos de ações governamentais que justificam a análise sobre a conjuntura em que será realizada a III Conapir, que afirma ser “completamente diferente das circunstâncias em que ocorreram as conferências anteriores”, até mesmo em função da ampliação da consciência racial no país. “Em 2010, pela primeira vez o censo da população (IBGE) registrou uma maioria de negros no Brasil. Isso aconteceu fundamentalmente porque as pessoas negras deixaram de ter vergonha de dizer que eram negras”, afirmou.

A instituição do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), assim como a implementação dos Planos Nacionais de Desenvolvimento Sustentável para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e dos Povos Ciganos, e do Programa Brasil Quilombola, foram outros exemplos de avanços trazidos pela ministra para definir o ambiente favorável da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, maior atividade política da SEPPIR em 2013.

Entre os dias 12 e 16 de setembro de 2012, a Rede Cerrado, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, realizará o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF.

O encontro reunirá cerca de mil representantes de comunidades e organizações da sociedade civil dos 14 estados do Cerrado Brasileiro. Acontecerá na semana em que é celebrado o Dia Nacional do Cerrado: 11 de setembro, e celebrará também dos 20 anos da Rede Cerrado. Esta edição do evento dará sequência à série de encontros iniciada em 2001, que já aconteceram em Goiânia/GO, Montes Claros/MG e Brasília/DF.

O evento terá uma extensa programação com palestras, mesas redondas, oficinas, audiência pública e outras atividades sobre temas relativos à conservação do Cerrado e a defesa de seus povos, além da feira de produtos ustentáveis do Cerrado e de uma intensa programação cultural. Durante o evento, será realizado o Grito do Cerrado, que é uma passeata pela Esplanada dos Ministérios com o objetivo de alertar a sociedade brasileira quanto ao crescente processo de degradação do bioma e ameaça a seus povos, bem como para a urgência na implementação de ações voltadas para sua conservação e uso sustentável. Durante o Grito do Cerrado está prevista a realização de uma audiência pública no Congresso Nacional, que deverá ocorrer logo após a tradicional Corrida de Toras entre etnias indígenas que acontece na Esplanada dos Ministérios.

Para mais informações acessar o site da Rede Cerrado: http://www.redecerrado.org.br

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A capital baiana recebe nesta segunda-feira, a sétima edição da Semana da África. O evento foi realizado após uma parceria entre estudantes africanos e estudantes afro-brasileiros. Criado com o intuito de proporcionar trocas científicas entre estudantes, professores e intelectuais africanos e brasileiros.

A Semana de África, abordará os temas relacionados às produções audiovisuais africanas, incluindo cinema, teatro, literatura, fotografia, televisão, internet e outras. Abordará também sobre a África no ensino da história, das culturas africanas e afro-brasileiras nas escolas e universidades brasileiras.

O evento encerrará no dia 25 de maio. As atividades serão distribuídas por quatro locais:  Centro Cultural da Câmara de Vereadores; Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba (Ceao), localizado no Largo 2 de Julho; Faculdade de Economia da Ufba, na Piedade; e campus da Uneb, no Cabula.

Está programado a realização de palestras, oficinas pedagógicas, Conferências, mesas redondas, shows, exibição de filmes e espetáculos teatrais. Maiores informações sobre a programação confira no blog www.semanadaafrica.blogspot.com.br.

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O projeto Bass Culture Clash, é um grande intercâmbio cultural realizado pela Bahia e por Londres. O principal objetivo é criar oportunidades e apresentar os talentos do Reino Unido no mercado musical brasileiro e os talentos brasileiros no mercado inglês.

O evento acontecerá no período de 10 a 18 de maio, com shows e workshops nas cidades de Ilhéus nos dias 9 e 10, em seguida em Salvador nos dias 11 e 12  e termina em Londres de 16 a 18 de maio.

Contará com a participação de grandes referências musicais, dentre eles: “The Heatwave”, que apresentará a sua festa ao lado de “MC Lady Chann”, a artista “Natty”, revelação da nova música londrina. E da Bahia teremos: “OQuadro”, banda natural de Ilhéus e um dos mais antigos grupos de hip hop do estado e a banda “Os Nelsons” que vem da cidade de Paulo Afonso.

 

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