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A resistência africana à escravidão se manifestou sob as mais variadas formas. A revolta, apesar de freqüente, era somente uma delas. Este foi o mote da aula do curso Conversando com sua História, promovido pelo Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon do dia 16 de junho, com o historiador e escritor João José Reis, no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris). “Estamos falando de uma Bahia que testemunhou mais de 30 revoltas ou conspirações escravas”, contextualizou o palestrante. Durante a apresentação, João José falou sobre a vida de um africano liberto que circulou pela Bahia do século XIX, personagem principal do seu livro Domingos Sodré, um sacerdote africano e que era um exemplo de resistência escrava que pertencia a um estilo diferente das revoltas. Domingos Sodré era “uma figura contraditória, curiosa e carismática. Ele era um adivinho e fazia, segundo os termos da época, feitiçaria”. A definição do historiador serve para destacar uma das facetas de Sodré que costumava fazer serviços para escravos em troca de objetos retirados das casas dos senhores. “Ele era um sacerdote africano que tinha escravos. Além disto, fazia trabalhos para que os próprios escravos amansassem seus senhores”, ressaltou. O historiador estima que Sodré tenha chegado ao Brasil no início do século XIX, servido pelo menos 30 anos em um engenho e que tenha sido alforriado em 1836. No testamento que ele próprio escreveu em 1882, Sodré aparece como proprietário de duas casas e escravos. Mesmo tornando-se senhor de escravos, Sodré era também chefe de uma junta de alforria, emprestando dinheiro com altos juros para que os escravos comprassem a alforria. “A maioria dos escravos libertos iam viver na miséria. Alguns, entretanto, conseguiam ser senhores de escravo. Domingos Sodré conseguiu decifrar muito bem os signos da nossa cultura. Soube interpretar a psicologia senhorial que envolvia a ideologia do paternalismo”, finalizou. Apesar de permitir que escravos libertos chegassem a possuir outros escravos, a sociedade não lhes dava a cidadania. “Negro nascido do outro lado do Atlântico não podia almejar o poder político”, afirmou João José Reis. Doutor em História pela University of Minnesota (1982), o professor tem um vasto currículo e experiência na área de História do Brasil Império, pesquisando temas relativos à história social e cultural da escravidão, resistência escrava e movimentos sociais. João José Reis recebeu ainda a Comenda do Mérito Científico do Ministério da Ciência e Tecnologia e é Membro Honorário Estrangeiro Vitalício da American Historical Association. Seu livro A morte é uma festa recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Obra, categoria Ensaio, em 1992, e o Prêmio Haring da American Historical Association, em 1997, entre outros. CURSO – Com aulas gratuitas ministradas por importantes historiadores e pesquisadores, o curso Conversando com sua História, promovido desde 2002, pelo Centro de Memória, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secult, tem como objetivo promover a História da Bahia e se estende até o mês de outubro, sempre às terças-feiras. Os participantes que tiverem 75% de freqüência receberão certificado. Com a aula de João José Reis, o curso dá um intervalo e retorna no mês de agosto. Entre os temas que serão debatidos no segundo semestre estão: o trabalho visual de Pierre Verger, a trajetória do artista negro Mário Gusmão, o pensamento de Nina Rodrigues, a política de J.J. Seabra e Rui Barbosa, entre outros. Sepre com aulas gratuitas ministradas por especialistas.

Mais informações Centro de Memória: 31176030 /6050 ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676

Cartola

 Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, quarto filho de Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira. Por problemas financeiros, a família mudou-se para o morro da Mangueira quando Cartola tinha onze anos. Pobre, Angenor trabalhou desde cedo, fazendo bicos como pintor de paredes, lavador de carros e pedreiro. Ganhou o apelido de Cartola graças ao chapéu coco que usava para não sujar os cabelos de cimento. Cedo também, já freqüentava as rodas de samba e a boêmia do morro onde morava. Cartola deixou a escola na quarta série do ensino fundamental. Aos 17 anos, expulso de casa pelo pai, envolveu-se com mulheres, passou a beber, adoeceu e deixou de trabalhar. Prostrado num pequeno barraco, recebeu a visita de uma vizinha, Deolinda, com quem Cartola viria a se casar. Deolinda lavava e cozinhava para fora, e o barraco em que passaram a viver estava sempre cheio. No morro, Cartola começou a ficar conhecido como compositor e sambista. Lá conheceu Carlos Cachaça, que viria a ser seu grande parceiro e amigo. Formavam uma turma de arruaceiros, que pulavam o carnaval como Bloco dos Arengueiros. Esta associação acabaria gerando a Mangueira, a primeira escola de samba carioca.  Junto com seis amigos, no dia 28 de abril de 1928 Cartola fundou Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Ele escolheu as cores – verde e rosa – e passou a ser o diretor de harmonia da escola. Em 1929, Cartola vendeu uma canção para Mário Reis, que a repassou ao maior cantor da época, Francisco Alves. Em 1932 conheceu Noel Rosa, com quem fez amizade. Começou a se tornar conhecido e teve sambas gravados por Carmem

Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas, entre outros cantores de grande fama.

 

Villa-Lobos, Mangueira e Dona Zica

Apesar do sucesso, distanciou-se do meio artístico, passando a compor exclusivamente para sua escola de samba. Em 1940, foi procurado pelo compositor erudito Heitor Villa-Lobos para efetuar uma gravação para o maestro americano Leopold Stokowski, que realizava uma pesquisa sobre músicas nativas. Nos anos 1940, Cartola viveu um período de grandes dificuldades. Doente e viúvo, mudou-se do morro da Mangueira para a Baixada fluminense. Desapareceu completamente dos meios musicais e chegou a ser dado como morto. As coisas começaram a melhorar quando voltou para a Mangueira, depois de começar a namorar Euzébia Silva do Nascimento – a famosa Dona Zica. Os dois passaram a viver juntos em 1952, embora já se conhecessem desde crianças. O casamento oficial só aconteceria em 1964. O casal se instalou numa casa próxima à de Carlos Cachaça e de Menina, irmã de Zica. Em 1957, trabalhando como lavador de carros em Ipanema, Cartola foi redescoberto pelo escritor Stanislaw Ponte Preta. Conseguiu algumas apresentações em rádios e algumas matérias em jornais e revistas. Passou a trabalhar como contínuo, primeiro no “Diário Carioca” e depois no Ministério da Indústria e Comércio. No começo dos anos 1960 tornou-se zelador da Associação das Escolas de Samba do Rio, que funcionava num casarão no centro da cidade. O local começou a promover rodas de samba, alimentadas pela sopa de Dona Zica. O sucesso foi tanto que logo o casal abriria sua própria casa de samba e restaurante, o Zicartola, num outro casarão na rua da Carioca, também no centro do Rio de Janeiro. Jornalistas, compositores e cantores, além de boêmios e amantes do samba passaram a freqüentar o restaurante. O Zicartola funcionou de 1963 a 1965, entrando para a história do samba carioca. A assimilação do samba de morro pela classe média trouxe prestígio e público para Cartola. Nesta época, chegou a ter seu nariz (deformado por uma doença) retocado pelo famoso cirurgião Ivo Pitangui. Em 1965 a Prefeitura lhe cedeu um terreno, ao pé do morro, em que começou a construir sua casa. Em 1966, cantou em dois discos de Elizeth Cardoso e, no ano seguinte, participou da antologia “Fala, Mangueira”. O compositor participou do “Cartola Convida”, uma série de shows na Praia do Flamengo, em 1970, quando apresentava sambistas amigos seus para um público jovem. Em 1974, através da gravadora independente Marcus Pereira, Cartola finalmente gravou seu primeiro disco solo, “Cartola”. Dois anos depois, a mesma gravadora lançou um segundo disco seu, contendo uma canção que viria ser um de seus grandes sucessos, “As Rosas não Falam”, que serviu de trilha para uma novela da Rede Globo. Conhecido do grande público, Cartola passou a ser convidado para fazer muitos shows. Com o compositor João Nogueira, participou do projeto Pixinguinha, tocando e cantando por todo o país. Em 1977, voltou a desfilar pela Mangueira, depois de 28 anos. No ano seguinte, lançou um disco por uma grande gravadora, a RCA Victor. No ano seguinte, em busca de tranqüilidade, Cartola e dona Zica saíram do morro da Mangueira para morar numa casinha em Jacarepaguá, subúrbio carioca. Nesse mesmo ano, Cartola foi homenageado pelos seus 70 anos, na quadra da Mangueira. Dois anos depois, o compositor morreu, por complicações de um câncer na tireóide. Três dias antes de sua morte, em novembro de 1980, Cartola recebeu uma homenagem do poeta Carlos Drummond de Andrade, numa crônica publicada no “Jornal do Brasil”.

A II  Conepir realizada entre os dias 24 e 26 de maio de 2009, no hotel Stella Maris em Salvador, reuniu  representantes do movimento negro de 133 municípios baianos e contou com a presença da Secretária Estadual da  Promoção da Igualdade Racial   a  socióloga Luiza Bairros, o Ministro da Secretaria da Igualdade Edson Santos e do Governador  do Estado  da Bahia Jaques Wagner.

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Durante  os 3 dias de evento,  foram  avaliados os  desafios, as conquistas  e as perspectivas para eliminar a desigualdade e  a exclusão sofrida por grande parte da população negra no Estado. 

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Foram formados grupos de trabalhos, os GT’s  para dicutir o Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Educação, Saúde, Segurança Pública e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Quilombos, Religiões de Matriz Africana e Programa Educativo de Combate ao Racismo e o GT da Juventude.

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Ao final do encontro foram selecionados os delegados que representarão o estado da Bahia na Conferência  Nacional em Brasília.

Lançamento de livro escrito pela yalorixá será amanhã. Foto: Rejane Carneiro

 Foto: Rejane Carneiro

Será lançado sábado dia 9 de maio de 2009 ,o livro a Resistência da Fé de Mãe Valnizia de Ayrá. O livro é uma  autobiografia  e narra  fatos de sua vida  . 

Será uma ótima oportunidade para que todos conheçam  a atuação da lider espiritual do Terreiro do Cobre, que vai completar  50 anos  no próximo domingo.

No domingo, o   jornal A Tarde, trará uma reportagem sobre  Mãe Valnizia, que iniciou sua vida espiritual aos 16 anos no Terreiro da Casa Branca.

Laçamento do livro.

Quando : dia 9 de maio de 2009 às 17h00

Local : Solar do Ferrão Pelourinho – Rua Gregório de Mattos ,45

 

 saberes, desenvolvimento e nações republicanas no século XXI. A conferência abrigará também o I Colóquio Internacional do NUPE e a I Reunião Científica do LEAD da Faculdade de Ciências e Letras – Campus de Araraquara – UNESP. Nessa II CONCLADIN debateremos com estudiosos e intelectuais de diversas nações africanas, bem como também teremos a oportunidade de conversar com pensadores de países de fora da África, além de podermos contar com um leque enorme de estudiosos nacionais. Local: Faculdade de Ciências e Letras – UNESP – Campus de Araraquara de 19 a 21 de maio.

http://www.fclar.unesp.br/cladin/programacao.php?id=cladin

Uma das mais ricas manifestações folclóricas da Comunidade dos Arturos de Contagem é a festa da Libertação dos Escravos. Ela é marcada por encenações que retratam a época do cativeiro, culminando com apresentação, no Espaço Popular, da cena da quebra das correntes pelos escravos, após a assinatura simbólica da Lei Áurea. As atividades realizadas pela Comunidade dos Arturos contam com apoio da Prefeitura de Contagem que incluiu as comemorações no calendário oficial do município. Comunidade dos Arturos. Rua da Capelinha, 50, Jd. Vera Cruz – Contagem – Minas Gerais. Fones 9182-4413 e 9193-2336.

  Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais, em Sacramento, no dia 14 de março de 1914. Vinda de uma família extremamente pobre, tinha mais sete irmãos e teve que trabalhar cedo para ajudar no sustento da casa. Por isso, estudou apenas até o segundo ano primário.sacramento

 

Na década de 30, mudou-se para São Paulo e foi morar na favela do Canindé. Ganhava seu sustento e de seus três filhos catando papel. No meio do lixo, Carolina encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada, em forma de diário.

Segundo Magnabosco, “mesmo diante todas as mazelas, perdas e discriminações que sofreu em Sacramento por ser negra e pobre, Carolina revela, através de sua escritura, a importância do testemunho como meio de denúncia sócio-política de uma cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade”.

Descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, repórter da Folha da Noite, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro Quarto de Despejo, que vendeu mais de cem mil exemplares. A obra foi prefaciada pelo escritor italiano Alberto Moravia e traduzida para 29 idiomas. Em 1961, o livro foi adaptado como peça teatral por Edi Lima e encenado no Teatro Nídia Lícia, no mesmo ano. Sua obra também virou filme, produzido pela Televisão Alemã, que utilizou a própria Carolina de Jesus como protagonista do longa-metragem Despertar de um sonho (inédito no Brasil).

Em 1963, Carolina publicou, pela editora Áquila, o livro Pedaços da Fome, com apresentação de Eduardo de Oliveira. Em 1965 publicou Provérbios.

Em 1977, durante entrevista concedida a jornalistas franceses, Carolina entregaria seus apontamentos biográficos, onde narrava sua infância e adolescência. Em 1982 o material foi publicado postumamente na França e na Espanha, sendo lançado no Brasil em 1986, com o título Diário de Bitita, pela editora Nova Fronteira.

Carolina foi uma das duas únicas brasileiras incluídas na Antologia de Escritoras Negras, publicada em 1980 pela Random House, em Nova York. Também está incluída no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis, publicado em Lisboa por Lello & Irmão.

Carolina faleceu em São Paulo, em 13 de fevereiro de 1977.

fonte:  http://www.acordacultura.org.br

Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854. Aos 22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, no êxodo que ficou conhecido como diáspora baiana. No Rio, formou nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos.

Como todas as baianas da época, era grande quituteira. Começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Com tino comercial, também alugava roupas típicas para o teatro e para o carnaval.

Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum, no terreiro de João Alabá, na Rua Barão de São Felix, onde também ficava a casa de Dom Obá II e o famoso cortiço Cabeça de Porco. Em sua casa, as festas eram famosas. Sempre celebrava seus orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. Mas também promovia festas profanas, nas quais se destacavam as rodas de partido-alto. Era nessas rodas que se dançava o miudinho, uma forma de sambar de pés juntos, na qual Ciata era mestra.

A Praça Onze ganhou o apelido de Pequena África, porque era o ponto de encontro dos negros baianos e dos ex-escravos radicados nos morros próximos ao centro da cidade. Lá se reuniam músicos amadores e compositores anônimos. A casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, era a capital da Pequena África. Dos seus freqüentadores habituais, que incluíam Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, nasceu o samba. A música Pelo telefone foi o primeiro samba registrado, no final de 1916, e virou sucesso no carnaval de 1917.

As chamadas “tias” baianas tiveram um papel preponderante no cenário de surgimento do samba no Rio de Janeiro, no final do século XIX e início do XX. Além de transmissoras da cultura popular trazida da Bahia e sacerdotisas de cultos e ritos de tradição africana, eram grandes quituteiras e festeiras, reunindo em torno de si a comunidade que inundava de música e dança suas celebrações – as festas chegavam a durar dias seguidos. Nessa época, viviam Tia Amélia (mãe de Donga), Tia Prisciliana (mãe de João de Baiana), Tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana) e Tia Mônica (mãe de Pendengo e Carmen do Xibuca). Mas a mais famosa de todas foi Tia Ciata, em cuja casa nasceu o samba.

Em 1935, o então prefeito do Rio, Pedro Ernesto, legalizou as escolas de samba e oficializou os desfiles de rua. Antes disso, sem horário nem percurso fixo, o indispensável era que os grupos passassem pela Praça Onze, pelas casas das “tias” baianas. Elas eram consideradas mães do samba e do carnaval dos pobres. A casa de Tia Ciata era parada obrigatória, pois era a mais famosa e muito respeitada pela comunidade. Até hoje, as tias são representadas e homenageadas nos desfiles, pela ala das baianas das escolas de samba.

fonte: http://www.acordacultura.org.br

Para saber mais:
Silva, Lucia. Luzes e Sombras na cidade: no rastro do castelo e da Praça Onze. SP:PUC, 2002

Referências bibliográficas:

Moura, Roberto. Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro. FUNARTE, 1983
Cartilha Mulher Negra tem História, de Alzira Rufino, Nilza Iraci, Maria Rosa, 1987.
Oliveira, Eduardo (org). Quem é quem na negritude brasileira. São Paulo, Congresso nacional, 1998.
Lopes, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo, Selo Negro, 2004.

Será realizado de 25 a 27 de maio o I Colóquio de Culturas

Africanas - Linguagem, Memória e Imaginário.
O evento acontecerá na Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, de 9h às 12h.
Com o apoio da UFRN, Núcleo Câmara Cascudo, Memorial
Câmara Cascudo e realização do Departamento de Letras - UFRN. 
http://www.ufrn.br/ufrn2/coloquioafricano

En el marco de la iniciativa África Vive, la Avenida de la Constitución de Sevilla se viste con las fotografías en gran formato de la exposición Desvelos, de la fotógrafa camerunesa Angèle Etoundi Essamba, realizada en Zanzíbar.

Del 24 de abril de 2009 al 4 de junio de 2009 en Sevilla

Del 27 de marzo de 2009 al 5 de junio de 2009 en Auditorio Nacional de Música de Madrid El tema principal de esta exposición son los instrumentos musicales y las danzas de Guinea Ecuatorial. La muestra, con un marcado carácter divulgativo y didáctico, muestra piezas que pertenecen a colecciones muy reconocidas internacionalmente, como es el caso de la colección privada de Iñigo de Aranzadi, probablemente la colección etnográfica privada sobre la etnia fang más importante del mundo. Ampliada por la excepcional colección del Museo Antropológico Nacional con piezas claves de las etnias bubi y ndowe, también reúne otras piezas sueltas cedidas por parte de colecciones privadas. Exposición comisariada por Isabela de Aranzadi y organizada por APADENA en la que colaboran el Auditorio Nacional de Musica, el Centro de Documentación de Música y Danza, Caja Madrid, la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo, los Ministerios de Cultura de España y de Guinea Ecuatorial, los Centros Culturales de Bata y Malabo, Apadena, Funeso y Casa África.

fonte:  Casa  Africa

Dia 7 de março, sábado, tem Quitanda do Saber Culinária Afro-Brasileira, com Alaíde do Feijão. O evento, que é uma homenagem antecipada ao Dia Internacional da Mulher, começa Às 13 horas. Compre sua camisa solidária por 50 reais na Alaíde do Feijão, Boutique do Ilê Aiyê ou Boteco do França e venha participar. O evento vai destinar parte da verba arrecadada para compra de livros da biblioteca Mãe Hilda. Ilê Aiyê, Bambeia, Aloísio Menezes e Tonho Matéria animam o público.

Evento: Feijoada da Alaíde
Data: 7/3/2009
Local: Praça Tereza Batista
Endereço: Pelourinho
Horário: 13H
Ingressos: Alaíde do Feijão, Boutique do Ilê Aiyê ou Boteco do França
Valor: R$50 (camisa solidária)
Mais Informações: 3321-3634

 

 Edilene Santos é a nova Rainha do Ilê Aiyê, ela acompanhará o bloco durante todo o ano de 2009. Este ano o Ilê  fez uma homenagem a cidade equatoriana de Esmeralda, cidade que concentra a maior população negra daquele país.

Para ser eleita Deusa do Ébano é preciso ter um conjunto de predicados importantes, a beleza é apenas um componente, porque o mais importante é ter o conhecimento sobre a importância da identidade e da  cultura do negro no Brasil. Com a criação do concurso Deusa do Ébano,  a mulher negra teve um espaço à  sua altura para se fazer representar, deixando de lado velhos exteriotipos. 


 



nova  Deusa do Ébano que reinará no Ilê Aiyê no Carnaval em 2009 em homenagem a Esmeraldas cidade equatoriana, será  Edilene Santos. Ela acompanha o Bloco desde os oito anos  sonho ao ser anunciada com a nova Rainha do Ilê.


Chegou ao mercado o primeiro livro que contempla integralmente a Lei 11.645, em vigor desde março de 2008, que obriga a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena como disciplina no currículo oficial das redes pública e particular de ensino. Trata-se de dois livros em um só volume: Sociedade em Construção – História e Cultura Afro-Brasileira – O negro na formação da Sociedade Brasileira e Sociedade em Construção – História e Cultura Indígena Brasileira – O índio na formação da Sociedade Brasileira, ambos de autoria do jornalista e sociólogo J. A. Tiradentes, em parceria com a mestre em Educação pela USP, Denise Rampazzo da Silva.A nova disciplina deverá ser ministrada em especial nas áreas de Educação Artística, Literatura e História, no ensino fundamental e médio, como foi estabelecido. “Nós escrevemos com a lei à nossa frente e sob consulta o tempo todo”, disse Tiradentes. 

 

fonte; http://www.palmares.gov.br/sites/000/2/Mailings/2/44/Mailing44.htm

 O primeiro dia de 2009 trouxe luto ao Movimento Negro, com a morte, aos 67 anos, do professor, poeta e pesquisador Oliveira Ferreira da Silveira. Um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra – 20 de novembro, ele morreu em Porto Alegre (RS), vítima de câncer. Gaúcho natural de Rosário do Sul, graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especializou-se em Língua Francesa. Docente aposentado da rede pública de ensino, seu corpo foi cremado e as cinzas, levadas à terra natal. 

Oliveira Silveira foi um dos criadores do extinto Grupo Palmares, em 20 de julho de 1971. Evocando ícones negros como Luiz Gama e José do Patrocínio, a reverência a Zumbi dos Palmares foi o ato de maior relevância do Grupo naquele ano. Em 1978, o 20 de novembro foi elevado a Dia da Consciência Negra a partir da fundação do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUCDR). A data tornou-se referência para os afro-brasileiros em contraponto ao 13 de maio, e também fez o professor-poeta nacionalmente conhecido. 

A constante atuação de Oliveira Silveira no Movimento Negro se deu na militância política e na produção literária, onde colheu honrarias e premiações. Fundou ainda o grupo Semba, a Associação Negra de Cultura e integrou o corpo editorial da revista Tição (publicação do final dos anos 1970). Sua presença foi marcante em rodas de intelectuais e formadores de opinião. Como escritor, publicou, até 2005, uma dezena de livros – entre eles Poema sobre Palmares, Banzo Saudade Negra, Pêlo Escuro e Roteiro dos Tantãs – e participou de antologias e coletâneas no Brasil e no exterior. Seus temas preferidos eram a vida dos negros no Rio Grande do Sul e a questão negra de forma geral. Sua produção correu mundo, publicada na Alemanha e nos Estados Unidos. Também exerceu atividades jornalísticas, com artigos, reportagens e alguns contos e crônicas veiculados na imprensa, e participou em obras coletivas – caso do ensaio “Vinte de novembro: história e conteúdo”, no livro Educação e Ações Afirmativas (Brasília: Ministério da Educação/Inep, 2002). 

Foi conselheiro de notório saber em relações étnico-raciais do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, no período 2004-2008. Ultimamente, colaborava com a Seppir como consultor acerca da preservação dos clubes negros como patrimônio material e imaterial afro-brasileiro. Dedicava-se, também, ao informativo eletrônico Negraldeia (www.negraldeia.blogspot.com). Frequentador assíduo dos clubes negros gaúchos, foi o idealizador e articulador do 1º Encontro Nacional de Clubes Negros, em 2006. Mapeou mais de 70 entidades desse segmento existentes no Brasil. 

No primeiro dia deste ano, na apropriada e também poética definição de Horácio Lopes de Moraes, conterrâneo do mestre, nasceu (mais um) ancestral. 

Fontes: Centro de Cultura Negra do Rio Grande do Sul (www.ccnrs.com.br), Blog pessoal (www.oliveirasilveira.blogspot.com).


III Festival Mundial de Artes Negras terá o Brasil como convidado de honra

 

O III Festival Mundial de Artes Negras (Fesman) foi pauta de reunião entre os ministérios da Cultura de Brasil e Senegal em Brasília, no último dia 22 de janeiro. Marcado para o dia 1º de dezembro, o III Fesman será realizado em Dacar, no Senegal, até o dia 21 do mesmo mês. O Brasil será convidado de honra do evento, que contará com a participação de mais de 80 países.

Estavam presentes à reunião, o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo e o ministro da Cultura interino, Roberto Nascimento, além do ministro da Cultura senegalês, Mame Birame Diouf. O ministro Juca Ferreira e Zulu Araújo coordenam a comitiva brasileira do III Fesman.

 

Na reunião, as delegações definiram o dia 25 de maio como a data de lançamento oficial do evento no Brasil. O lançamento contará com as presenças dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Senegal, Abdulaye Wade. Além disso, foi definida a data da reunião do Comitê Internacional, nos dias 1º, 2 e 3 de março, com a presença do ministro Juca Ferreira e do presidente da FCP, Zulu Araújo. 

 

O ministro senegalês ressaltou que a reunião foi muito importante por ter sido realizada em um país escolhido para ser homenageado e com um papel relevante no Festival. “O Brasil tem uma liderança muito grande na América Latina e na Comunidade Negra, por isso esse encontro de hoje é primordial. O povo senegalês espera ansiosamente pelos brasileiros”, disse. 

 

O presidente da Fundação Palmares declarou que o MinC está cumprindo rigorosamente o cronograma já acordado em outras reuniões. Segundo Zulu Araújo, já foram criados os Comitês MinC e Comitê Nacional para o Fesman, além da primeira disponibilidade financeira, da ordem de R$ 3 milhões. Zulu Araújo relatou ainda a previsão de dois grandes eventos pré-Fesman: o 1° Fórum Nacional de Performance Negra para a Dança e Teatro, a ser realizado em Salvador, com previsão para maio, e o 2° Encontro sobre Renascimento Africano, previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em junho. 

 

O Festival Mundial das Artes Negras é a maior reunião das artes e da cultura negra do mundo. Foi idealizado pelo ex-presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor, na década de 1960, com o tema “Significação da Arte Negra pelo Povo e para o Povo”. O segundo foi realizado na Nigéria, em 1977, com o tema “Civilização Negra e Educação”. Este ano, vai homenagear o Brasil, com o tema o “Renascimento Africano”. A homenagem se deve principalmente ao fato de o Brasil abrigar a segunda maior população negra mundial depois da Nigéria. Mais de 80 países vão participar do III Fesman. Quatro redes de satélites vão percorrer o mundo inteiro mostrando toda a programação, que será transmitida em cinco idiomas: inglês, francês, espanhol, português e árabe.

Fonte:  wwww.palmares.gov.br

 

 

 

O espetáculo Terreiro d’Yesu,  exibido em um dos mais importantes espaços de Salvador, o Terreiro de Jesus no Pelourinho, rende uma justa homenagem a contribuição  do povo negro,  na construção da história da Bahia.   

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 O espetáculo aborda a forma como o negro sempre foi visto pelo Estado, a Igreja e a elite , e faz  um chamamento  para uma reflexão sobre  o papel que  o povo negro sempre desempenhou na história do país .  

Esta discussão é cada vez mais necessária,  pois  mesmo  sendo  a maioria  absoluta da população baiana,  o negro continua  ocupando a base da pirâmide  social .

 Vivendo em áreas de risco,   desempenhando  atividades profissionais cuja remuneração  é mais baixa que os brancos, e  em muitos casos  ainda  explorados principalmente  em trabalhos domésticos pela elite branca,  que os obriga a jornadas de trabalho superior a 10 horas diárias,  dentre tantas outras mazelas fruto de uma sociedade que sempre viu o negro como  sendo  inferior.

Os idealizadores do espetetáculo foram muito felizes em exibí-lo justamente em um período de grande movimentação de pessoas na cidade  devido as férias de verão, além de ser um espetáculo gratúito possibilitado a todos o acesso.  

Vale ressaltar que o protagonista principal do espetáculo  O Negro da Carrinha , ganhou vida através da voz de Lazaro Ramos.

 

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Aqueles que se encontram em Salvador, podem ver o espetáculo,  em uma das duas sessões diárias às 19h00 e às 21hoo. 

 Mariangela Nogueira | DivulgaçãoJoão José Reis lança livro nesta segunda, 22, na Livraria LDM

João José Reis lança livro nesta segunda, 22, na Livraria LDM

Desenterrar dos arquivos velhos imperiais a vida de um escravo negro que virou sacerdote, até então anônimo na historiografia brasileira, foi mais um trabalho primoroso do professor João José Reis, historiador catedrático da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Trata-se do livro Domingos Sodré: um sacerdote africano – Escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do século XIX, que o historiador lança, nesta segunda, dia 22, às 17 horas, na Livraria Multicampi LDM.
Com a reconstituição da vida de Domingos Sodré e de outros libertos, Reis mostra como escravos africanos conquistaram ascensão econômica, negociando e formando alianças sociais, tendo como armas os ritos trazidos de suas terras. O que a obra desvela é uma Bahia oitocentista com brechas à mobilidade social, apesar de ser predominantemente escravista.
  
Mas João José Reis também mostra, além da mobilidade, os mecanismos cruéis limitantes dela: as barreiras étnicas e raciais. “O caso de Sodré não é representativo dos libertos. A maioria deles vivia no limite da pobreza, nunca lograram a ascensão do personagem”, disse Reis. Segundo ele, para além da alforria, o negro liberto continuava a se defrontar com a sociedade dos livres. E isso também pesou na vida de Sodré. “Essa mobilidade não se traduziu em outros âmbitos da vida dele, não comprovou trânsito livre no mundo dos brancos”, explica.

SENHOR – Nascido na África, depois que veio para Salvador como escravo, Sodré conseguiu libertar-se de um senhor poderoso e virou, ele próprio, senhor de escravos. E a principal arma para  isso foi lançar mão da feitiçaria.

Serviço:

Lançamento do livro Domingos Sodré: um Sacerdote Africano – Escravidão, Liberdade e Candomblé na Bahia do Século XIX, de João José Reis | Segunda, 22, 17h | Livraria Multicampi LDM (71 2101-8007), Piedade, Centro  Salvador Bahia.

Fonte Jornal A Tarde

 

 

Eu sou Neguinha?

 

 

O Pelourinho está repleto de opções de lazer  este final de ano. Uma delas é a exposição de Mônica Simões, que faz uma retrospectiva de seus 20 anos de carreira, com a exposição intitula Eu Sou Neguinha? que reune fotografias,  instalações e  vídeos- documentários. Com curadoria do artista Nicolau Vergueiro, a exposição esta no Centro Cultural dos Correios Pelourinho,  de seg. A sex das 9h00 às 18h00 e aos sábados das 8h00  às 12h00, com entra franca.

 

 

 

 

Há um longo caminho pela frente, precisamos unir forças e continuar a contribuir, com nossos irmãos de Santa Catarina. 

O governo anunciou sua ajuda, mas efetivamente quando chegará à  porta de cada um dos desabrigados? Não sabemos precisar, no entanto, nossas contribuições sejam elas em dinheiro, alimentos, agasalhos, água,  etc. será rapidamente enviada através das diversas entidades que estão contribuíndo nesta campanha.  Aqui em Salvador, estamos empenhados em arrecadar o maior número possível de donativos. Vamos contribuir lembre-se  R$ 1, 00 É POUCO  mas 160 milhões de brasileiros juntos  é uma Grande Quantia!!!!!!

 

Filha de africanos, Eugênia Ana dos Santos, a ialorixá Obá Biyi, nasceu em Salvador em 1869. Mais conhecida como Mãe Aninha, ela foi feita no candomblé do Engenho Velho – a casa de Mãe Nassô – fundado por volta de 1830 e o primeiro a funcionar regularmente na Bahia. Saiu de lá para formar uma nova casa, o Ilê Axé Opô Afonjá, hoje considerado Patrimônio Histórico Nacional.

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Em 1935, Martiniano do Bonfim sugeriu a Mãe Aninha que criasse o Corpo dos Obás de Xangô, que deveria ser integrado por amigos e protetores do terreiro. Martiniano era uma das personalidades mais respeitadas da comunidade afro-baiana. Havia retornado da Nigéria em 1883, portando altos títulos da hierarquia sacerdotal iorubana. Sua idéia tornou-se real, quando, em 1936, foi instituído o corpo de obás, ou 12 ministros de Xangô do Axé Opô Afonjá. Até hoje são escolhidas pessoas de grande prestígio social para ocupar esse corpo.

A função principal dos obás é a sustentação do axé, tanto do ponto de vista material quanto do seu status. No Ilê Axé Opô Afonjá, ainda hoje os obás formam uma seleta hierarquia, abaixo somente da mãe-de-santo e da mãe pequena, eventual substituta da mãe-de-santo. Na Bahia, a criação dos obás trouxe ao culto de Xangô um importante exército de reforço. Nas últimas décadas, já ocuparam esse posto os escritores Jorge Amado e Antônio Olinto, os compositores Gilberto Gil e Dorival Caymmi, o artista plástico Carybé e os pesquisadores Vivaldo da Costa Lima e Muniz Sodré, entre outros.

Mãe Aninha sempre lutou para fortalecer o culto do candomblé no Brasil e garantir condições para o seu livre exercício. Segundo consta, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha, que era seu filho de santo, Mãe Aninha provocou a promulgação do Decreto Presidencial nº 1202, no primeiro governo de Getúlio Vargas, pondo fim à proibição aos cultos afro-brasileiros em 1934.

Em sua época, foi uma personalidade importante, muito respeitada e popular nos candomblés da Bahia. Foi ela quem revelou ao pai Agenor sua vocação para candomblé quando ele ainda era criança. Falecida em 1938, Mãe Aninha foi sucedida por Mãe Bada de Oxalá e depois por Maria Bibiana do Espírito Santo, Oxum Muiuá, popularmente conhecida como Mãe Senhora de Oxum.

 

Fonte : http://www.acordacultura.org.br/

Alberto Luthuli  nasceu em  1898, no  Zimbabue  e faleceu  em 21 de julho de 1967.  Foi o primeiro negro a receber o reconhecimento internacional por sua  lutar contra o racismo, recebendo  em 1961  o Nobel da Paz.

 

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Foi presidente do Congresso Nacional Africano e em conjunto com o Congresso Indiano da África do Sul retomou nos anos 50 a luta de não violência iniciada por Ghandi.

 Liderou  milhares de pessoas que boicotaram , sobretudo mulheres,  os ônibus onde a distinção racial era vigente, não adquiriam certos produtos agrícolas, desobedeciam as leis racistas.

 Lutou incasavelmente  por uma  África do Sul pertence a todos os que nela viviam , fossem  negros ou  brancos  “….e nenhum governo poderá pretender ter autoridade que não fosse a que emana da vontade do povo…” esta foi a direção aprovada por milhares de manifestantes em 1956 em Kliptown não obstante o aparato da polícia.

Como a maioria que lutava pela igualdade entre os homens, Luthuli foi preso  e processado .Em 1959 foi proibido de participar de qualquer tipo de manifestação popular, além de ser obrigado a se exilar durante 5 anos de sua terra natal. Morreu misteirosamente atropelado por um trêm.

Cantada em verso e prosa por grandes nomes do cancioneiro popular, retratadas  por  pintores, fotógrafos e escritores, a baiana do acarajé é a  figura mais tradicional da Bahia.

 

Simboliza e mantem viva a tradição de vender em seu tabuleiro os quitutes que possibilitaram no início de nossa história  garantir a  liberdade e a sua  subsitência.  Na maioiria das vezes,  todo o  ganho do dia era repassado para seus senhores, pois este ato simbolizava a compra de sua liberdade.

 

A baiana do acarajé simboliza a força da mulher guerreira que tem em suas mãos o poder de mudar seu destino, transformar sua realidade e ocupar um espaço na sociedade que lhes foi negado desde o início de nossa história.

 

O dia de hoje, 25 de novembro é dedicado a todas as mulheres guerreiras que começam o dia  ainda de madrugada com a árdua tarefa de  preparar o alimento que no final da tarde será apreciado por todos.

 

Um logo processo   é estabelecido entre o preparo e o degustar deste quitute. O acarajé é uma comida de tradição africana, que lá é  chamado de àkàrà, cujo significado é bola de fogo.

 

 A base do acarajé é  o feijão fradinho, que após ser moído,  tornando-se uma massa  bem fina e concosistente a qual é  acrescentada a cebola ralada e o sal, a massa  precisa ser batida pacientemente,  até que  obtenha um aspecto bastante cremoso.

 

Após esta epopéia começa outra igualmente dfícil, transportar seu tabuleiro, fogareiro e demais utensílios necessários. Sobem e descem  ladeiras, empurrando carinhos, enfrentando o sol e a chuva para mais um dia de trabalho.

Tabuleiro devidamente montado  inicia-se o ato final,  fritar o bolinho em um tacho de azeite de dendê.  A  primeira leva  do acarjé após ser frito é  oferecido a Exu, o guardião de todos os caminhos,  e aos demais orixás.

 

Este ritual é seguido religiosamente pelas verdadeiras baianas do acarajé,  que no início da tarde montam seus tabuleiros, para  alimentar e satisfazer o  paladar e o espírito  com este alimento sagrado.

 

 

 

 

Reportagem publicada na edição de 20/11/2008 do  Correio  da Bahia

 

Leonardo Nascimento, 10 anos, não hesita em responder sobre o que gosta na cultura africana. ‘Adoro a dança porque se assemelha com a brasileira’. Ele também sabe exatamente em qual liderança negra se espelha. ‘Queria ser o Barack Obama’. Já Ana Rita de Kássia, 12 anos, prefere as roupas e comidas da África. Igor Rego, também de 12 anos, não esconde sua predileção pela capoeira.

Welington Francisco, no entanto, diz que conhecer sobre o continente africano o ajudou a não julgar as pessoas pela cor. As distinções apresentadas pelos alunos – todos negros – do Colégio Municipal Maria Constança, na Mata Escura, são reflexos de uma crescente política de inclusão do ensino da história africana nas escolas da rede pública da Bahia.

 

Escola Municipal Maria Constança

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, a Lei 10.639 obriga a inclusão, no currículo oficial das escolas públicas e privadas, da temática história e cultura afro-brasileira. A implantação da lei é financiada com recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), mas cabe aos estados e municípios implementá-la nas escolas. Desde a sanção do dispositivo, o MEC já investiu cerca de R$12 milhões – entre produção De materiais e capacitação De professores. De acordo com a resolução, a disciplina deve ser ministrada de forma transversal inserindo-se em várias matérias sem, portanto, uma carga horária preestabelecida.

 

PIONEIRA Na Bahia, tanto a rede municipal como a estadual saíram na frente do país na aplicação da lei. As 411 escolas do município, segundo o coordenador geral da rede, Manoel Calazans, começaram a executar a lei em 2005. ‘Fomos a primeira capital do Brasil a colocar a norma em prática’. Além disso, explica, no mesmo ano, foram apresentados módulos com diretrizes para os professores. ‘É preciso explicar o que os docentes vão passar em sala de aula porque a formação deles não abrange as raízes africanas’.

 

Na rede estadual, a implementação Está um pouco mais lenta. De acordo com a coordenadora de diversidade negra, gênero e sexualidade da Secretaria de Educação da Bahia, Vilma Passos, a lei só começou a funcionar na Bahia a partir de 2008. ‘Iniciamos este ano a formação dos professores e alguns projetos pontuais para garantir o funcionamento da lei’, explicou. Ela prefere, no entanto, não arriscar quantas escolas da rede estadual implantaram de fato o ensino de cultura afro-brasileira. ‘Mas, ainda este mês, vamos formar 200 professores na área’, conta. Se na Bahia existem avanços na área, em outras localidades o cumprimento da lei ainda é tímido. O próprio MEC não sabe precisar ao certo quantas escolas efetivam a determinação. Para melhorar o quadro, o ministério lança ainda este mês o Plano Nacional de Implementação da Lei, com distribuição de material didático – orientando professores – e monitoramento das atividades.

 

Sistema precisa ser melhorado

A falha na aplicação da lei em alguns localidades do país é apontada pela professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UNB) e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Eliane Cavalleiro, como falta de planejamento do MEC. ‘Para aplicar qualquer política pública, são necessários recursos humanos e financeiros e isso não foi planejado com calma’, avalia. Isso resulta, para ela, numa ‘quebra sistemática’ da implantação da lei. ‘Ela (a lei) é fundamental para um processo de educação de crianças negras e brancas para que o preconceito possa ser eliminado gradualmente’, explicou.

 

O secretário municipal da Reparação, Sandro Correia, acredita que a lei deveria ser mais abrangente. ‘O ideal é que a formação dos profissionais também envolvesse a questão racial e gerasse um sistema de formação da cidadania’, indica.

Apesar dos resultados positivos na rede municipal, Calazans defende que é necessário que alguns pontos avancem. ‘Precisamos aumentar a a formação dos professores para garantir a contemplação da pluralidade’, explicou. Vilma também defende que o estado deverá avançar muito para alcançar um panorama satisfatório. ‘Estamos em um processo embrionário de implantação da lei, mas nos próximos anos a tendência é aumentar’, sinaliza.

 

 

 

Francisco José do Nascimento nasceu em 15 de abril de 1839, em Canoa Quebrada, Ceará. De família de pescadores, foi criado pela mãe, a rendeira Matilde, e ficou conhecido por muitos anos como o Chico da Matilde. Seu pai morreu tentando a vida num seringal na Amazônia, quando Francisco José ainda era garoto.

 

Tendo que trabalhar muito cedo, começou como menino de recados a bordo do navio Tubarão. Depois passou à profissão de prático,  chegar a prático-mor da barra do Porto de Fortaleza. Aprendeu a ler aos 20 anos de idade.

 

A seca que assolou o Ceará entre os anos de 1877 e 1879 desorganizou a produção do estado e matou de fome, de varíola e de cólera mais de um quarto da população. Durante a tragédia, foi organizada uma campanha de socorro às vítimas e Francisco, ao participar do esforço de ajuda à população, conheceria João Cordeiro, o então comissário-geral dos Socorros Públicos. O laço entre os dois se estreitaria com a causa abolicionista.

 

Arrasados pela seca e pelo cólera, os grandes proprietários escravistas do Ceará, para minimizar seus prejuízos, procuraram vender seus escravos aos fazendeiros do sudeste, onde havia grande demanda de mão-de-obra em função do cultivo do café. O preço era favorável. Mas, para isto, era preciso embarcá-los no Porto de Fortaleza.

 

Ao longo da década de 1880, começaram a surgir sociedades civis engajadas na luta abolicionista, como a Sociedade Cearense Libertadora, fundada em 1880, e que tinha João Cordeiro como presidente. Esta sociedade teve apoio incondicional de Francisco, que chegou a ser eleito seu diretor. Sob o slogan de “no Ceará não se embarcam escravos”, os jangadeiros, liderados por Francisco, impediram o embarque de cativos, bloqueando o porto.

Francisco foi ameaçado com perseguições e com uma ação judicial por crime de sedição. Mas graças à sua vigilância e ação firme, o porto se manteve inviolável. Sem alternativa, os senhores de escravos acabaram concordando com a liberdade de seus cativos.

 

A  notícia espalhou-se rapidamente em todas as cidades, sendo decretado o fim da escravidão no estado do Ceará. Em 1884, o estado foi o primeiro a abolir a escravidão, quatro anos antes do restante do Brasil.

O jangadeiro Francisco José do Nascimento foi herói da abolição no Ceará. Sua bravura no bloqueio do porto de Fortaleza, impedindo o embarque de escravos, rendeu-lhe o apelido de Dragão do Mar.

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Em 25 de março de 1884, os abolicionistas da Corte levaram-no ao Rio de Janeiro para uma visita de 15 dias, com direito a desfile ao longo da cidade e festas em sua homenagem.

 

 

Com o advento da República, João Cordeiro assumiu brevemente a presidência do estado. Nessa ocasião, entregou ao Dragão do Mar a patente de Major-Ajudante de Ordens do Secretário-Geral do Comando Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará, em reconhecimento de sua bravura. A Guarda Nacional era uma das corporações mais importantes do estado brasileiro e com grande visibilidade social.  Em 1914 o dragão do Mar faleceu na cidade de Fortaleza no Ceará.

 

Fonte: Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR

 

 

 

Entidades afros  realizaram  a Pré- Caminhada da Liberdade em Salvador, neste sábado dia 15 de novembro. A  caminhada saíndo  da Liberdade( bairro que concentra a maior população negra da América Latina) até o Dique  contará com a presença dos blocos: Ilê Aiyê, Malê Debalê, Cortejo Afro, Muzenza  os Negões entre outros.

 

Na ocasião será  homenageado o presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Esse ano o tema da Caminhada será  “Sim, Nós Também Podemos” em alusão a recente vitória do primeiro presidente negro dos Estados Unidos

 

No dia  20 de novembro, quando se comemora o  Dia Nacional da Consciência Negra, a tradicional  Caminhada da Liberdade partirá do Curuzu na Liberdade às 16h00. O evento, organizado pelo Fórum de Entidades Negras da Bahia, tem como objetivo levar a mensagem de conscientização  sobre a resistência negra.

 

 No ano que se comemora 313  da imortalidade do guerreiro Zumbi dos Palmares, é esperado um grande número de pessoas nas ruas de Salvador.

 

 Durante todo o percurso músicas de  protesto será entoada como forma de despertar para  a realidade da populção  afro-brasileira. Diversos eventos serão realizados durante todo o  mês de novembro  em regiões distintas de  Salvador para se comemorar a data.

 

Netinho de Paula, foi  o terceiro vereador mais votado da cidade de São Paulo, com 84.406 votos. 

Netinho se destacou no cenário nacional como integrante do grupo Negritude Jr. em 1986. Além de sua atuação como cantor, se dedicou a outras atividades ligadas ao cenário cultural.

 

 Como apresentador, comandou na rede Record o Progama Domingo da Gente, onde criou  um quadro chamado dia de Princesa, onde valorizava a beleza e propiciava que o sonho de meninas da periferia  se tornasse realidade, inserindo-as em um universo totalmente diferente do habital, incentivando e demonstrando que é possível transformar sonhos em realidade.

 

Empresário de successo e comprometido com questões sociais e também no que diz respeito a valorização e promoção da cultura negra,  Netinho  criou o  Instituto Casa  da Gente, que atende aproximadamente 1200 crianças  e adolescentes de uma das regiões mais carentes da cidade de São Paulo em Carapicuíba. 

 

Também desenvolve produtos e serviços voltados para a população negra, que representa grande parte da população brasileira e  que, no entanto , ainda se encontra distante do mercado de consumo de bens de serviços e  produtos.

 

Desejamos que nesta nova etapa de sua vida, como representante da população negra, na câmara de vereadores de São Paulo em 2009,  possa trabalhar na construção de politicas públicas que possibilite uma inserção cada dia maior da população negra.

Axé!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                        

A Voz legendária do continente africano e que se tornou um dos símbolos da luta anti Apartheid, a artista sul-africana, Miriam Makeba, calou-se na noite de segunda-feria 10 de novembro. 

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Mama áfrica , como era conehecida mundialmente, faleceu na região  de Nápoles, na Itália após participar de um cocerto em  favor do escritor Roberto Savino,  ameaçado de morte pela máfia.

 Miriam Makeba nasceu em Joanesburgo  África do Sul, em 04 de Março de 1932 . Integrou o grupo sul-africano “the Manhattan Brothers”, foi durante turne nos  Estado Unidos, que ganhou destaque internacional.  

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Quando  a mãe faleceu no ano de 1960, foi impedida de regressar à África do Sul, para assistir seu funeral, e como se não bastasse o governo  sul-africano,  tirou-lhe a  nacionalidade e a condenou  ao exílio.

Durante 31 anos,  viveu  exilada em vários países, dentre eles, os Estados Unidos mas,  em 1969  as autoridades americanas  a  obrigaram a emigrar para a Guiné, após o seu casamento com um dos líderes dos Panteras Negras, Stokely Carmichael.

 Foi a primeira mulher negra  a receber  um Grammy Award  no ano de 1965. Em  1967  despontou no cenário mundial  com a gravação do disco  “Pata Pata” inspirado  em uma dança típica da África do Sul.

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 Outro momento doloroso da vida de Miriam Makeba, ocorreu em 1985 quando a sua filha, Bongi, morreu com 36 anos de idade e ela não tinha dinheiro  para realizar o funeral.

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 Regressou  a África do Sul,somente em 1990,  após a saída  de Nelson Mandela da prisão. Seis anos depois lançou o disco ” Homeland”, com  uma canção que descreve a sua alegria de ter regressado à sua terra natal. Em sua biografia declara  ” Eu conservei a minha cultura, conservei a música das minhas raizes. Graças a ela, tornei-me esta voz e esta imagem de  África e do seu povo sem mesmo estar consciente” .

 

 

083051411Barack Obama, foi eleito presidente dos Estados Unidos é a primeira vez que um negro vai ocupar o cargo mais importante do planeta, foi uma  vitória  histórica não apenas de um homem mas de todo um povo que nele  se ve representado.

Nascido em Honolulu, no  Havaí , em 4 de agosto de 1961, Barack Hussein Obama é senador por Illinois e estava em  seu primeiro mandato.

96ba88261062bfc31a8bc3dde15ea1Desde a juventude  desempenhou  serviço comunitário. Formou-se em direito  pela Universidade Harvard, onde conheceu sua mulher, Michelle, e trabalhou como professor e defensor dos direitos civis em Chicago, antes de ser eleito senador.

Desde o  começo da campanha eleitoral, em 2007, poucos apostavam na candidatura de Barack Obama que disputava com Hillary Clinton a indicação pelo partido democrata para concorrer a Casa Branca.

 

Os eleitores americanos,  desejosos de mudanças na administração do país, compareceram   em massa as urnas para votar e dizer não, a politica desempenhada por Bush durante 8 anos de guerras, despreparo e loucuras de um presidente alheio aos desejos de paz, crescimento e properidade que o mundo inteiro anseia.

Hoje o Portal da Cultura Negra, dedica uma homenagem  especial ao Ilê Aiyê, pioneiro na luta  contra o preconceito, na busca contante pela dignidade do povo negro, na valorização da estética negra e na luta para preservação das tradições africanas no Brasil.

 Tudo começou  ha 35 anos,  dentro do  terreiro da ialorixá Hilda dos Santos Jitolu, carinhosamente chamada de Mãe Hilda, por toda a  comunidade do Curuzu  e respeitada  nacional e internacionalmente. 

O grande mentor  do Ilê Aiyê, Antonio Carlos dos Santos -  o Vovô do Ilê, comanda  a instituição juntamente com um grupo de guerreiros e guerreiras, enfrentando grandes batalhas para manutenção dos projetos sociais  que  funcionam no Centro Cultural Senzala do Barro Preto, na Liberdade e atende  crianças e adolescentes  da Liberdade  além de outras  regiões.

O   projeto mais importantes,( visto que é a base para o desenvolvimento de um Ser crítico e capaz de interagir para transformar sua realizade) é a escola formal Mãe Hilda, fundada em 1988, voltada para alunos da alfabetização à 4ª série do ensino fundamental. 

Com um  projeto pedagógico diferenciado, além da grade curricular convencional,  ensina os fundamentos  da cultura negra.  A instituição também  desenvolver cursos profissionailizantes  para adolescentes.

A data será festejada  neste dia 1 de Novembro, com o tradicional cortejo  que  sai do Plano Inclinado da Liberdade em direção à Senzala do Barro Preto no Curuzu .  

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